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14.11.16
14.11.16
Queria te contar sobre como vir para São Paulo foi fácil - a decisão até que foi, mas o que viria a seguir... -. Sobre como eu cheguei e fui morar em uma casa fixa. Sobre como minha conta bancária estava "gordinha" para qualquer coisa que acontecesse. Sobre como eu já tinha vários amigos na lista de contatos, sobre como meu pai me manda dinheiro todo mês para qualquer emergencia, sobre como tudo foi nos conformes mesmo com umas coisinhas tortas aqui e ali.
Cheguei em São Paulo antes da data prevista porque minhas aulas na faculdade iriam começar uma semana antes. Cheguei no dia 6 de agosto com apenas R$10 reais e algo como R$100 reais de cheque especial, isso porque meu pai ficara de depositar dinheiro para mim e bem... Ele que já não era a favor que eu fosse demorou bem mais. Meu coração estava a mil de ansiedade e iria ficar essa primeira semana na casa de uma amiga (vou chama-la de Thalita), já que as aulas iriam começar antes do planejado - ou era o que eu pensava.
A Thalita morava um pouco longe de onde eu estudava, então acordei às 4:30 para me organizar para a minha aula que começaria às 7:30 e ao chegar na faculdade me falaram que haviam me passado a informação errada e que minhas aulas só começaria na semana seguinte. Nossa! Seria uma semana inteira em São Paulo sem fazer nada e sem grana para nada!
Para dar uma boa resumida, porque eu pretendo gravar um vídeo para o meu canal no YouTube contando tudo em detalhes - www.youtube.com/blogjustgaby1 -, a Thalita me "expulsou" da casa dela e eu fiquei "no meio da rua" por algumas horas. Faziam 4 dias que eu havia chegado em São Paulo.
Por sorte, conhecia algumas pessoas devido ao blog e por acompanharem minha mudança para SP conversavam um pouco comigo. Conversei com todas em busca de um lugar para ficar até o dia 23 de agosto que seria o lançamento do meu livro em João Pessoa e eu voltaria para São Paulo mais tranquila e com um lugar certo para ficar - também era o que eu pensava.
Havia uma menina (vou chama-la de Larissa) que eu conheci em alguns verões na minha cidade através de alguns amigos em comum, nos falávamos vez ou outra e hoje eu tenho plena certeza de que posso chama-la de irmã porque a família dela tornou-se uma segunda família para mim. Fiquei na casa dela o tempo mais do que suficiente para me organizar e apesar de também ser longe da minha faculdade, não era nenhum sacrifício acordar cedo porque eu amava demais estar ali e o meu curso.
Quando voltei de João Pessoa, não consegui um lugar certo para ficar e tive que ficar mais umas 2 semanas na casa da Larissa, que não fez questão alguma porque uma fazia companhia a outra, mas eu sabia que eu tinha que sair de lá até porque eu precisava ter um lugar meu e que fosse mais perto da minha faculdade, porém sem pressa e nem desespero. Ainda estava na luta constante para conseguir dinheiro porque o meu pai mal mandava o dinheiro para pagar a minha faculdade, então no restante eu tive que me virar em mil. Isso resultou em mais de 13kg perdidos por falta de dinheiro para comer quando precisava passar o dia fora da casa da Larissa.
Com o meu livro lançado as coisas facilitaram um pouco porque de certo modo eu tinha uma renda, que seria a renda que me ajudaria a ficar tranquila em São Paulo por mais ou menos 1 ano e com o tanto de despesas que eu passei a ter pela falta de ajuda do meu pai não está durando nem 6 meses.
Consegui sair da casa da Larissa e ter um lugar para ficar, morava perto da faculdade e com 3 meninas mais ou menos da minha idade. Foi uma experiência bem diferente por sentir que tinha uma liberdade maior e estava em São Paulo realmente sozinha. Para resumir, a dona do apartamento onde elas moravam pediu o apartamento de volta e elas teriam que se mudar e também o meu contrato com elas era só até dezembro, então tudo se misturou e ai eu sai de uma vez logo.
Foram mais alguns dias de loucura porque fiquei mais uma vez "na rua". A minha sorte é que dessa vez eu já tinha amigas da faculdade, que sei que serão para vida, e todas me abriram as portas. Todas. Fiquei na casa de uma por dois dias, o que foi muito legal porque a família dela se parecia muito com a minha. E depois eu fui para um Hostel, eu só precisava sobreviver lá por mais um mês que seria o tempo de terminar as aulas e voltar para minha cidade para passar o verão e ter tempo para organizar realmente tudo com mais calma.
Se você já ficou em um Hostel alguma vez deve saber que viver a experiência sozinha é no mínimo muito estranho e muito assustador. Não haveria a mínima condição de ficar lá por um pouco mais de um mês. Como já disse, a minha sorte foi já ter meus amigos da faculdade porque me ajudaram a encontrar um lugar para ficar e... Ufa! Hoje estou sentada na minha cama, sozinha em casa e pensando em fazer uma faxina na casa para deixar tudo organizado. Ah! Minha faculdade é apenas a algumas quadras daqui. Como é bom sentir essa tranquilidade e como é bom saber que pelo menos agora terminarei o ano tranquila e em paz.
O que eu queria te dizer com todo esse texto, com todos esses trancos e barrancos que passei nesses últimos meses (aqui no texto só tem uma partezinha!), é que eu continuo aqui e que a possibilidade de voltar para casa nunca passou pela minha cabeça. Sabe por que? Porque eu amo estar em São Paulo e eu amo ainda mais a oportunidade de ter o ensino que estou tendo na faculdade. Amo ter conhecido diversas pessoas por aqui e saber sem dúvidas com quais eu posso contar de olhos fechadíssimos. O que me mantém em pé todos os dias é antes de tudo saber que Deus está sempre a minha frente e que quando algumas coisas são para ser... Ah, elas vão acontecer mesmo que um batalhão queira atrapalhar e segundo, o fato de amar o que eu faço, por isso todos os dias quando estou caminhando até a faculdade e eu olho em volta eu só agradeço por estar naquela sala com tanta gente que só tem a acrescentar mais no meu futuro.
Nunca desistam do que vocês realmente querem/sonham porque eu sei que se vocês amarem muito vão conseguir passar por tudo com a cabeça erguida e um sorriso no rosto. Afinal, todo esforço é sempre MUITO bem recompensado no final.
(((E ps. se vocês notarem no meio de toda a loucura sempre existe um anjo da guarda para te acompanhar, eu tive a sorte de ter vários: minha mãe, meu namorado e todas as minhas verdadeiras amigas.)))
Sobre as experiências dos últimos meses em São Paulo
Queria te contar sobre como vir para São Paulo foi fácil - a decisão até que foi, mas o que viria a seguir... -. Sobre como eu cheguei e fui morar em uma casa fixa. Sobre como minha conta bancária estava "gordinha" para qualquer coisa que acontecesse. Sobre como eu já tinha vários amigos na lista de contatos, sobre como meu pai me manda dinheiro todo mês para qualquer emergencia, sobre como tudo foi nos conformes mesmo com umas coisinhas tortas aqui e ali.
Cheguei em São Paulo antes da data prevista porque minhas aulas na faculdade iriam começar uma semana antes. Cheguei no dia 6 de agosto com apenas R$10 reais e algo como R$100 reais de cheque especial, isso porque meu pai ficara de depositar dinheiro para mim e bem... Ele que já não era a favor que eu fosse demorou bem mais. Meu coração estava a mil de ansiedade e iria ficar essa primeira semana na casa de uma amiga (vou chama-la de Thalita), já que as aulas iriam começar antes do planejado - ou era o que eu pensava.
A Thalita morava um pouco longe de onde eu estudava, então acordei às 4:30 para me organizar para a minha aula que começaria às 7:30 e ao chegar na faculdade me falaram que haviam me passado a informação errada e que minhas aulas só começaria na semana seguinte. Nossa! Seria uma semana inteira em São Paulo sem fazer nada e sem grana para nada!
Para dar uma boa resumida, porque eu pretendo gravar um vídeo para o meu canal no YouTube contando tudo em detalhes - www.youtube.com/blogjustgaby1 -, a Thalita me "expulsou" da casa dela e eu fiquei "no meio da rua" por algumas horas. Faziam 4 dias que eu havia chegado em São Paulo.
Por sorte, conhecia algumas pessoas devido ao blog e por acompanharem minha mudança para SP conversavam um pouco comigo. Conversei com todas em busca de um lugar para ficar até o dia 23 de agosto que seria o lançamento do meu livro em João Pessoa e eu voltaria para São Paulo mais tranquila e com um lugar certo para ficar - também era o que eu pensava.
Havia uma menina (vou chama-la de Larissa) que eu conheci em alguns verões na minha cidade através de alguns amigos em comum, nos falávamos vez ou outra e hoje eu tenho plena certeza de que posso chama-la de irmã porque a família dela tornou-se uma segunda família para mim. Fiquei na casa dela o tempo mais do que suficiente para me organizar e apesar de também ser longe da minha faculdade, não era nenhum sacrifício acordar cedo porque eu amava demais estar ali e o meu curso.
Quando voltei de João Pessoa, não consegui um lugar certo para ficar e tive que ficar mais umas 2 semanas na casa da Larissa, que não fez questão alguma porque uma fazia companhia a outra, mas eu sabia que eu tinha que sair de lá até porque eu precisava ter um lugar meu e que fosse mais perto da minha faculdade, porém sem pressa e nem desespero. Ainda estava na luta constante para conseguir dinheiro porque o meu pai mal mandava o dinheiro para pagar a minha faculdade, então no restante eu tive que me virar em mil. Isso resultou em mais de 13kg perdidos por falta de dinheiro para comer quando precisava passar o dia fora da casa da Larissa.
Com o meu livro lançado as coisas facilitaram um pouco porque de certo modo eu tinha uma renda, que seria a renda que me ajudaria a ficar tranquila em São Paulo por mais ou menos 1 ano e com o tanto de despesas que eu passei a ter pela falta de ajuda do meu pai não está durando nem 6 meses.
Consegui sair da casa da Larissa e ter um lugar para ficar, morava perto da faculdade e com 3 meninas mais ou menos da minha idade. Foi uma experiência bem diferente por sentir que tinha uma liberdade maior e estava em São Paulo realmente sozinha. Para resumir, a dona do apartamento onde elas moravam pediu o apartamento de volta e elas teriam que se mudar e também o meu contrato com elas era só até dezembro, então tudo se misturou e ai eu sai de uma vez logo.
Foram mais alguns dias de loucura porque fiquei mais uma vez "na rua". A minha sorte é que dessa vez eu já tinha amigas da faculdade, que sei que serão para vida, e todas me abriram as portas. Todas. Fiquei na casa de uma por dois dias, o que foi muito legal porque a família dela se parecia muito com a minha. E depois eu fui para um Hostel, eu só precisava sobreviver lá por mais um mês que seria o tempo de terminar as aulas e voltar para minha cidade para passar o verão e ter tempo para organizar realmente tudo com mais calma.
Se você já ficou em um Hostel alguma vez deve saber que viver a experiência sozinha é no mínimo muito estranho e muito assustador. Não haveria a mínima condição de ficar lá por um pouco mais de um mês. Como já disse, a minha sorte foi já ter meus amigos da faculdade porque me ajudaram a encontrar um lugar para ficar e... Ufa! Hoje estou sentada na minha cama, sozinha em casa e pensando em fazer uma faxina na casa para deixar tudo organizado. Ah! Minha faculdade é apenas a algumas quadras daqui. Como é bom sentir essa tranquilidade e como é bom saber que pelo menos agora terminarei o ano tranquila e em paz.
O que eu queria te dizer com todo esse texto, com todos esses trancos e barrancos que passei nesses últimos meses (aqui no texto só tem uma partezinha!), é que eu continuo aqui e que a possibilidade de voltar para casa nunca passou pela minha cabeça. Sabe por que? Porque eu amo estar em São Paulo e eu amo ainda mais a oportunidade de ter o ensino que estou tendo na faculdade. Amo ter conhecido diversas pessoas por aqui e saber sem dúvidas com quais eu posso contar de olhos fechadíssimos. O que me mantém em pé todos os dias é antes de tudo saber que Deus está sempre a minha frente e que quando algumas coisas são para ser... Ah, elas vão acontecer mesmo que um batalhão queira atrapalhar e segundo, o fato de amar o que eu faço, por isso todos os dias quando estou caminhando até a faculdade e eu olho em volta eu só agradeço por estar naquela sala com tanta gente que só tem a acrescentar mais no meu futuro.
Nunca desistam do que vocês realmente querem/sonham porque eu sei que se vocês amarem muito vão conseguir passar por tudo com a cabeça erguida e um sorriso no rosto. Afinal, todo esforço é sempre MUITO bem recompensado no final.
(((E ps. se vocês notarem no meio de toda a loucura sempre existe um anjo da guarda para te acompanhar, eu tive a sorte de ter vários: minha mãe, meu namorado e todas as minhas verdadeiras amigas.)))
3.8.16
3.8.16
Eu sou o tipo de pessoa que não desiste fácil das outras pessoas, principalmente quando você sabe - ou pensa - que aquela pessoa está passando por uma situação difícil e complicada que não tem nada a ver com você.
Eu sinto... Muito
É, isso parece ser bem bonito a primeira vista, mas a segunda vista, que é a de quem sente, sabe o quanto muitas vezes a outra pessoa não vê que você esta ali sofrendo junto com ela e que espera a todo momento que as coisas se acalmem. Eu sou o tipo de pessoa que não desiste mesmo da outra pessoa... Eu fico ali de pé até mesmo quando minhas pernas começam a ficar bambas e meu coração acelera um pouco mais do que deveria. Agora isso te parece um defeito, não é? Talvez porque eu esteja começando a sofrer por toda aquela situação e isso não é nada bom. Afinal, ninguém tem a capacidade de sofrer por uma dor que simplesmente não é sua e por mais que por vezes eu deseje que a dor daquela pessoa passe para mim só para não vê-la triste é simplesmente impossível, e até um pouquinho desumano com você porque nos temos os nossos próprios problemas e a... Quantos problemas, viu?
As vezes eu tenho vontade de jogar tudo para o ar porque simplesmente aquela situação já tem passado do meu limite de resistência (como se ele existisse para você nessa situação, né?). Tá bom. Dessa vez chega de sentir muito por uma situação que não é sua e que no final das contas está lhe deixando triste. É. Hora de deixar para lá, recomeçar e tudo bem que aquela pessoa era parte da sua rotina, mas a gente muda não tem problema. A gente da um jeito. Minhas pernas tremulas agradecem os poucos minutos para sentar e pensar nisso tudo. Por outro lado, o coração continua acelerado, tento respirar lentamente, mas nada. Calma, tudo vai ficar bem, só não dá para ficar do jeito que está.
E é sempre surreal como eu sou fraca para essa situação toda, porque quando estou de malas prontas a pessoa surge como se estivesse novinha em folha e te fazendo se sentir a pessoa mais importante do mundo justamente por estar ali ao lado dela em qualquer situação. Ele só não notou que você sofreu junto, mas tudo bem, né? Isso não importa. O que importa é que está tudo bem entre vocês.
Escrevendo esse texto não posso segurar o sorrisinho torto de desapontamento comigo mesma por sempre passar as pessoas que me importo na minha frente, as pessoas que eu não quero perder e que ficaria em pé sem forcas quantas vezes fosse preciso só para não vê-la longe da minha vida. É desumano sim e só quem sente sabe o quanto. E parece fácil sair daquilo tudo, mas é difícil demais "abandonar" uma pessoa que você ama quando sabe que ela está passando por uma situação complicada e por mais que isso doa em você, continua ali juntando forcas de onde não tem. E talvez esse seja o propósito de algumas pessoas, ser a rocha da outra para que ela não desmorone. É, isso parece fazer sentido agora. Ou é só mais uma desculpa para não perde-lo de vista?
Eu sinto muito... Mas não consigo te deixar.
16.5.16
16.5.16
Estou meio atrasada nessa postagem, mas queria deixar as coisas mais claras quando tudo estivesse certinho ou se encaminhando melhor. Há exatamente uma semana atrás eu estava voltando de São Paulo. Passei 10 dias incríveis por lá preparando e organizando toda uma nova fase que vou viver.
Futuro, Mudança, Livro e São Paulo
Estou meio atrasada nessa postagem, mas queria deixar as coisas mais claras quando tudo estivesse certinho ou se encaminhando melhor. Há exatamente uma semana atrás eu estava voltando de São Paulo. Passei 10 dias incríveis por lá preparando e organizando toda uma nova fase que vou viver.
Já contei diversas vezes aqui no blog em textos sobre o quanto eu queria estudar Jornalismo em São Paulo, mas sempre que eu parecia estar perto de conseguir alguma coisa acontecia e eu acabava ficando mais presa e tudo o mais.
Engraçado que quando escrevi o texto de "Tchauzinho 2015" (aqui!) eu finalizei-o dizendo que seria um ano de mudanças e que você deveria agarrar cada uma delas. Eu não fazia ideia do que iria acontecer dali para frente, mas parece que aconteceu o que eu sempre sonhei. Sim! Vou estudar Jornalismo em São Paulo à partir de Agosto! E claro, vocês vão acompanhar todos os detalhes dessa minha mudança e toda a minha adaptação por lá, tudo nos mínimos detalhes e da forma que vocês quiserem saber (estou pensando em fazer Vlogs para o YouTube!). Então, passei esses dias em SP organizando as coisas, vendo lugares para morar, conhecendo a faculdade, aprendendo a me virar sozinha - quem em acompanha no Snapchat (gabryellacabral) viu toda a diversão e loucura que foi.
Engraçado que quando escrevi o texto de "Tchauzinho 2015" (aqui!) eu finalizei-o dizendo que seria um ano de mudanças e que você deveria agarrar cada uma delas. Eu não fazia ideia do que iria acontecer dali para frente, mas parece que aconteceu o que eu sempre sonhei. Sim! Vou estudar Jornalismo em São Paulo à partir de Agosto! E claro, vocês vão acompanhar todos os detalhes dessa minha mudança e toda a minha adaptação por lá, tudo nos mínimos detalhes e da forma que vocês quiserem saber (estou pensando em fazer Vlogs para o YouTube!). Então, passei esses dias em SP organizando as coisas, vendo lugares para morar, conhecendo a faculdade, aprendendo a me virar sozinha - quem em acompanha no Snapchat (gabryellacabral) viu toda a diversão e loucura que foi.
A segunda novidade que é sem duvidas incrível é: vou publicar o meu primeiro livro! Mesmo repetindo isso milhões de vezes parece que a ficha ainda não caiu! O outro motivo da viagem foi para ter reuniões em algumas editoras e assim escolher em qual eu iria publicar o livro. Quem também me acompanha no Snapchat (lá e novidade em primeira mão, viu?) viu desde quando eu comecei a escrever até minhas visitas nas editoras. E agora já posso contar para vocês que a minha editora será a Novo Século e que o livro será lançado ainda esse ano! SIM! Já devem imaginar o misto de ansiedade, nervosismo e felicidade que estou, né?
Para quem ainda não faz ideia de nada, meu livro será sobre o mundo adolescente: situações com relacionamentos, família, amizades e futuro. Será mais ou menos como os textos daqui do blog. Todas as historias que eu conto foram vivenciadas por mim, o que faz do livro um pouquinho como um diário. Espero muito que vocês gostem e se já gostam dos textos que escrevo por aqui não ha dúvidas de que vão se apaixonar junto comigo!
Ah! Obrigada a todo mundo que vem torcendo por mim e claro, vou contando todos os detalhes aos poucos. Fiquem ligadas!
Gostaram das novidades?
Para quem ainda não faz ideia de nada, meu livro será sobre o mundo adolescente: situações com relacionamentos, família, amizades e futuro. Será mais ou menos como os textos daqui do blog. Todas as historias que eu conto foram vivenciadas por mim, o que faz do livro um pouquinho como um diário. Espero muito que vocês gostem e se já gostam dos textos que escrevo por aqui não ha dúvidas de que vão se apaixonar junto comigo!
Ah! Obrigada a todo mundo que vem torcendo por mim e claro, vou contando todos os detalhes aos poucos. Fiquem ligadas!
Gostaram das novidades?
9.5.16
9.5.16
Já parou para pensar no grau de importância que você da as pessoas? Com certeza você deve ter aquelas que não substituiria por nada, aquelas que você sabe que são fundamentais por um curto prazo e aquelas que você nem faz tanta questão de estarem na sua vida. E são dessas que eu queria abrir um espaço para conversar um pouco.
De vez em quando aparecem essas pessoas na nossa vida. Esse tipo que não te encanta de cara porque provavelmente você está focada demais em outras coisas ou pessoas. Esse tipo de gente que você tem a certeza que vai fazer parte da sua vida por um prazo tão curto que você nem vai notar. Esse tipo que você olha de longe, mas não vê de verdade, sabe?
Eu fico surpresa como essas pessoas entram na minha vida para mudá-la de uma forma tão inesperada e sem que eu ao menos consiga entender como tudo aquilo aconteceu.
Uma vez conheci um cara, ele acompanhava meu vídeos na internet e eu não fazia a mínima ideia de quem ele era, mas mesmo assim o respondia com toda educação e respeito como sempre respondi todos os que me acompanham. Sem que ao menos eu notasse, vez ou outra tínhamos uma pequena conversa, algo de nada mais do que cinco minutos. Não era nada diário também e eu ainda não fazia ideia de quem ele era apesar dos curtos papos e dele conhecer pessoas "próximas" a mim.
Esse definitivamente é o tipo de cara que você tem a certeza de que vai ficar na sua vida por um curto prazo e se um dia chegar a conhece-lo vai ser um daqueles encontros casuais de "oi e tchau!". Simplesmente pelo fato de que a pessoa não te encantou de cara ou simplesmente porque você não parou para observá-la de uma forma diferente.
Na época que ele falava comigo eu estava muito focada em uns projetos ligados ao blog, então eu não estava lá muito preocupada com quem entrava ou não na minha vida, ou muito menos em conhecer outras pessoas.
Caras iriam me tirar do foco. Esse era um ponto fraco e eu não queria ceder. Não mesmo.
O que aconteceu foi que mesmo após a finalização do projeto ele ainda puxava algum assunto comigo e quando nos encontramos confesso que fiquei meio aflita e ainda assim não me dei liberdade de conhece-lo da "forma correta". Talvez pelo medo de me machucar que sempre me fazia recuar. Resumindo: o cara conheceu uma garota totalmente diferente dos vídeos que ele via, aquela garota que falava bobagens e que parecia divertida, que para ele era bonita e um pouco mais do que isso. Não que eu não fosse nada disso, mas eu não conseguiria ser daquela forma "aberta" logo assim de cara.
Ele não fazia ideia, mas eu estava observando cada comportamento e cada detalhe dele. Eu pensava comigo diversas vezes no quanto ele parecia encantador, mas ao mesmo tempo pensava que meu coração ia ser partido em tantas vezes que era melhor recuar.
Quando fui para casa naquela noite voltei pensando em como nunca havia notado nele.
Quando nos encontramos na noite seguinte para jantarmos, ele já não estava mais tão empolgado em me conhecer. Simplesmente havia perdido o "encanto" porque eu fui uma completa chata. Mas eu? Ah... Eu já tinha outra visão. Já havia colocado as ideias no lugar e repensado diversas vezes na noite anterior e em como era possível eu nunca ter notado aquele cara genial. O fato é que eu acabei mudando o conceito dele (voltando ao conceito inicial) e tudo ficou incrível.
Quando comecei a notar quem ele era e no quanto eu gostava daquele jeito eu parei para notar que também senti falta quando ele não me mandou mensagens. Como já disse ele vez ou outra falava e isso não fazia a mínima diferença para mim, mas quando ele passou a ter um grau de importância um pouco maior na minha vida isso mudou.
Fiquei me perguntando por que isso acontece. Por que quando uma pessoa se torna um pouquinho mais importante começamos a criar um monte de coisas ao redor disso como por exemplo o fato dessa pessoa te mandar mensagens ou não. Perguntas do tipo "Será que aconteceu algo?", "Eu fiz algo de errado?" ou "Ele vai sumir?" começam a nos rodear e ficamos extremamente preocupas e talvez até um pouco aflitas com isso.
Não consigo entender ao certo o porque, mas vejo que isso acontece com mais frequencia do que eu imagino e a partir de hoje criei como regra para minha vida não me preocupar tanto com isso. Afinal, algumas pessoas são assim mesmo e isso é apenas o jeito delas, nada de grudes e mensagens vinte e quatro horas por dia, essas pessoas são ocupadas e a grande maioria dos seus dias são um pouco estressantes por conta do trabalho ou estudos. Esse tipo de gente também gosta de te deixar com um pouquinho de saudade. E quando você entender isso as coisas clareiam e tudo fica mais leve.
Mas e se as coisas acontecerem exatamente da forma pessimista como você pensou? Bem... Ai você já sabe que aquela pessoa simplesmente não era para fazer parte da sua vida.
A maioria das coisas que acontecem na nossa vida são simples e nos mesmas damos vários nós e acabamos tornando tudo complicado. Isso não é tarefa fácil e deve ser trabalhada todos os dias. Enquanto isso deixe de se preocupar tanto com coisas tão pequenas. Esse é um conselho para eu mesma nunca mais esquecer: viva sua vida e cada momento que lhe é dado, sejam eles bons ou ruins. É a frase mais clichê do mundo, mas vale a pena repetir mais uma vez: o que for para ser simplesmente será.
Estou em uma fase da minha vida tão boa e tão satisfeita com tudo que venho construindo que meu coração só esta aberto para coisas boas. Eu gostei muito de conhecer aquele cara e as coisas por um momento pareceram tão certas quanto tudo que está acontecendo, eu sei também que não é uma mensagem não enviada que vai definir isso. Mas também se não for para ficar na minha vida
não tem problema porque eu sei que coisas muito melhores sempre vão vir.
Sei lá... Acho que depois de tantos corações partidos e de histórias mal contadas eu aprendi que tudo sempre passa.
E a vida é assim. Simples, descomplicada e linda!
Mas só se a gente quiser.
E se ele não enviar uma mensagem?
Já parou para pensar no grau de importância que você da as pessoas? Com certeza você deve ter aquelas que não substituiria por nada, aquelas que você sabe que são fundamentais por um curto prazo e aquelas que você nem faz tanta questão de estarem na sua vida. E são dessas que eu queria abrir um espaço para conversar um pouco.
De vez em quando aparecem essas pessoas na nossa vida. Esse tipo que não te encanta de cara porque provavelmente você está focada demais em outras coisas ou pessoas. Esse tipo de gente que você tem a certeza que vai fazer parte da sua vida por um prazo tão curto que você nem vai notar. Esse tipo que você olha de longe, mas não vê de verdade, sabe?
Eu fico surpresa como essas pessoas entram na minha vida para mudá-la de uma forma tão inesperada e sem que eu ao menos consiga entender como tudo aquilo aconteceu.
Uma vez conheci um cara, ele acompanhava meu vídeos na internet e eu não fazia a mínima ideia de quem ele era, mas mesmo assim o respondia com toda educação e respeito como sempre respondi todos os que me acompanham. Sem que ao menos eu notasse, vez ou outra tínhamos uma pequena conversa, algo de nada mais do que cinco minutos. Não era nada diário também e eu ainda não fazia ideia de quem ele era apesar dos curtos papos e dele conhecer pessoas "próximas" a mim.
Esse definitivamente é o tipo de cara que você tem a certeza de que vai ficar na sua vida por um curto prazo e se um dia chegar a conhece-lo vai ser um daqueles encontros casuais de "oi e tchau!". Simplesmente pelo fato de que a pessoa não te encantou de cara ou simplesmente porque você não parou para observá-la de uma forma diferente.
Na época que ele falava comigo eu estava muito focada em uns projetos ligados ao blog, então eu não estava lá muito preocupada com quem entrava ou não na minha vida, ou muito menos em conhecer outras pessoas.
Caras iriam me tirar do foco. Esse era um ponto fraco e eu não queria ceder. Não mesmo.
O que aconteceu foi que mesmo após a finalização do projeto ele ainda puxava algum assunto comigo e quando nos encontramos confesso que fiquei meio aflita e ainda assim não me dei liberdade de conhece-lo da "forma correta". Talvez pelo medo de me machucar que sempre me fazia recuar. Resumindo: o cara conheceu uma garota totalmente diferente dos vídeos que ele via, aquela garota que falava bobagens e que parecia divertida, que para ele era bonita e um pouco mais do que isso. Não que eu não fosse nada disso, mas eu não conseguiria ser daquela forma "aberta" logo assim de cara.
Ele não fazia ideia, mas eu estava observando cada comportamento e cada detalhe dele. Eu pensava comigo diversas vezes no quanto ele parecia encantador, mas ao mesmo tempo pensava que meu coração ia ser partido em tantas vezes que era melhor recuar.
Quando fui para casa naquela noite voltei pensando em como nunca havia notado nele.
Quando nos encontramos na noite seguinte para jantarmos, ele já não estava mais tão empolgado em me conhecer. Simplesmente havia perdido o "encanto" porque eu fui uma completa chata. Mas eu? Ah... Eu já tinha outra visão. Já havia colocado as ideias no lugar e repensado diversas vezes na noite anterior e em como era possível eu nunca ter notado aquele cara genial. O fato é que eu acabei mudando o conceito dele (voltando ao conceito inicial) e tudo ficou incrível.
Quando comecei a notar quem ele era e no quanto eu gostava daquele jeito eu parei para notar que também senti falta quando ele não me mandou mensagens. Como já disse ele vez ou outra falava e isso não fazia a mínima diferença para mim, mas quando ele passou a ter um grau de importância um pouco maior na minha vida isso mudou.
Fiquei me perguntando por que isso acontece. Por que quando uma pessoa se torna um pouquinho mais importante começamos a criar um monte de coisas ao redor disso como por exemplo o fato dessa pessoa te mandar mensagens ou não. Perguntas do tipo "Será que aconteceu algo?", "Eu fiz algo de errado?" ou "Ele vai sumir?" começam a nos rodear e ficamos extremamente preocupas e talvez até um pouco aflitas com isso.
Não consigo entender ao certo o porque, mas vejo que isso acontece com mais frequencia do que eu imagino e a partir de hoje criei como regra para minha vida não me preocupar tanto com isso. Afinal, algumas pessoas são assim mesmo e isso é apenas o jeito delas, nada de grudes e mensagens vinte e quatro horas por dia, essas pessoas são ocupadas e a grande maioria dos seus dias são um pouco estressantes por conta do trabalho ou estudos. Esse tipo de gente também gosta de te deixar com um pouquinho de saudade. E quando você entender isso as coisas clareiam e tudo fica mais leve.
Mas e se as coisas acontecerem exatamente da forma pessimista como você pensou? Bem... Ai você já sabe que aquela pessoa simplesmente não era para fazer parte da sua vida.
A maioria das coisas que acontecem na nossa vida são simples e nos mesmas damos vários nós e acabamos tornando tudo complicado. Isso não é tarefa fácil e deve ser trabalhada todos os dias. Enquanto isso deixe de se preocupar tanto com coisas tão pequenas. Esse é um conselho para eu mesma nunca mais esquecer: viva sua vida e cada momento que lhe é dado, sejam eles bons ou ruins. É a frase mais clichê do mundo, mas vale a pena repetir mais uma vez: o que for para ser simplesmente será.
Estou em uma fase da minha vida tão boa e tão satisfeita com tudo que venho construindo que meu coração só esta aberto para coisas boas. Eu gostei muito de conhecer aquele cara e as coisas por um momento pareceram tão certas quanto tudo que está acontecendo, eu sei também que não é uma mensagem não enviada que vai definir isso. Mas também se não for para ficar na minha vida
não tem problema porque eu sei que coisas muito melhores sempre vão vir.
Sei lá... Acho que depois de tantos corações partidos e de histórias mal contadas eu aprendi que tudo sempre passa.
E a vida é assim. Simples, descomplicada e linda!
Mas só se a gente quiser.
18.4.16
18.4.16
Já teve a sensação de que tudo a sua voltava estava andando e por mais que você tentasse ir atrás e correr simplesmente não conseguia sair do lugar? Como se as coisas estivessem um pouquinho aos avessos?
Como por exemplo, naquele projeto que você se dedicou com todas as forças e quando estava pertinho de conseguir o resultado, sua vida resolve virar de cabeça para baixo, e claro, todo o projeto também ficou aos avessos. As vezes tenho tanto essa sensação em que sinto que não vou conseguir chegar nunca - ou pelo menos eu pensava assim.
Isso sempre acontecia quando eu preparava algo novo e incrível para minha vida e claramente meu futuro, e quando eu estava perto de chegar aonde queria acontecia algo que me dava uma rasteira e eu parecia cair todos os degraus que havia subido. O pior de tudo é ver aqueles que nem fizeram tanto esforço assim ou nem faziam tanta questão passando desfilando na sua frente. Isso é algo que sempre me entristeceu muito.
Demorei muito tempo para aprender que algumas rasteiras não podem nos derrubar nem se quiserem e que as vezes alguns males vem para o bem. Já ouviu a frase "E de repente a vida te vira pelo avesso e você descobre que o avesso é o seu lado certo"? Sempre achei a frase muito bonita e postava diversas vezes no Twitter achando o máximo, mas nunca parei para pensar realmente o que era esse avesso ou muito menos qual era o lado certo.
Entendia que o avesso seria um lado que você não conhecia seu, que na verdade você não dava nenhum cartaz e que com certeza achava que se esse seu lado "aflorasse" você ia cair. E o lado certo seria descobrir que na verdade esse é o seu melhor lado.
É mais ou menos por aí.
Perdi as contas do tanto de vezes que achei que tudo fosse desabar. Que achei que ia cair e que talvez nunca chegasse no meu objetivo. Perdi as contas do quanto eu senti minha vida pelo avesso e que assim ela ia permanecer por um bom tempo, e permanecia, porque eu descobri apenas um tempo depois que era esse lado que eu deveria mostrar diariamente.
Sempre tive muito orgulho por cada passo que dei porque sei que cada um foi com extremo sacrifício e que saberia que se tivesse sido tudo muito fácil eu não teria me tornado a pessoa que sou hoje. Mas no momento em que estava percorrendo nunca dei o devido valor da corrida, digamos assim. Uma vez disse a um amigo que todos me diziam o tempo inteiro o quanto eu era talentosa e o quanto era focada quando queria conquistar algo, mas que tinha a impressão de que ninguém nunca saberia disso porque todas as vezes em que eu estava pertíssimo de alcançar o topo alguém puxava o meu pé ou criava um barreira que atrapalhasse aquilo.
Hoje eu sei que até o fim minha vida vai ser assim, da mesma forma com a sua porque esse tipo de coisa acontece para testar sua resistência e bem... Você sabe que só os que persistem são os que conseguem o que almejam. Vejo muitos que me passaram pela frente desistirem na metade do caminho e se "acomodarem" apenas com aquilo que já tem.
Se tem uma certeza que eu tenho é de que eu nunca vou me acomodar com nada na minha vida, criar e me renovar a todo momento é meu maior objetivo.
O importante é não abaixar a cabeça em nenhum momento, é respirar e continuar sempre em frente porque querendo ou não uma hora você sai do lugar e saber encarar cada tropeço e cada rasteira como um aprendizado é uma das melhores coisas de todo o percurso. É importante aprender com erro após erro porque assim quando o mesmo erro surgir você passará por ele sem sacrifícios.
Lembrem-se: coisas boas acontecem a todo o momento e o que seria da felicidade de conquista-las se não o prazer de saber que você conseguiu superar toda e qualquer barreira.
A sensação da vida pelo avesso
Já teve a sensação de que tudo a sua voltava estava andando e por mais que você tentasse ir atrás e correr simplesmente não conseguia sair do lugar? Como se as coisas estivessem um pouquinho aos avessos?
Como por exemplo, naquele projeto que você se dedicou com todas as forças e quando estava pertinho de conseguir o resultado, sua vida resolve virar de cabeça para baixo, e claro, todo o projeto também ficou aos avessos. As vezes tenho tanto essa sensação em que sinto que não vou conseguir chegar nunca - ou pelo menos eu pensava assim.
Isso sempre acontecia quando eu preparava algo novo e incrível para minha vida e claramente meu futuro, e quando eu estava perto de chegar aonde queria acontecia algo que me dava uma rasteira e eu parecia cair todos os degraus que havia subido. O pior de tudo é ver aqueles que nem fizeram tanto esforço assim ou nem faziam tanta questão passando desfilando na sua frente. Isso é algo que sempre me entristeceu muito.
Demorei muito tempo para aprender que algumas rasteiras não podem nos derrubar nem se quiserem e que as vezes alguns males vem para o bem. Já ouviu a frase "E de repente a vida te vira pelo avesso e você descobre que o avesso é o seu lado certo"? Sempre achei a frase muito bonita e postava diversas vezes no Twitter achando o máximo, mas nunca parei para pensar realmente o que era esse avesso ou muito menos qual era o lado certo.
Entendia que o avesso seria um lado que você não conhecia seu, que na verdade você não dava nenhum cartaz e que com certeza achava que se esse seu lado "aflorasse" você ia cair. E o lado certo seria descobrir que na verdade esse é o seu melhor lado.
É mais ou menos por aí.
Perdi as contas do tanto de vezes que achei que tudo fosse desabar. Que achei que ia cair e que talvez nunca chegasse no meu objetivo. Perdi as contas do quanto eu senti minha vida pelo avesso e que assim ela ia permanecer por um bom tempo, e permanecia, porque eu descobri apenas um tempo depois que era esse lado que eu deveria mostrar diariamente.
Sempre tive muito orgulho por cada passo que dei porque sei que cada um foi com extremo sacrifício e que saberia que se tivesse sido tudo muito fácil eu não teria me tornado a pessoa que sou hoje. Mas no momento em que estava percorrendo nunca dei o devido valor da corrida, digamos assim. Uma vez disse a um amigo que todos me diziam o tempo inteiro o quanto eu era talentosa e o quanto era focada quando queria conquistar algo, mas que tinha a impressão de que ninguém nunca saberia disso porque todas as vezes em que eu estava pertíssimo de alcançar o topo alguém puxava o meu pé ou criava um barreira que atrapalhasse aquilo.
Hoje eu sei que até o fim minha vida vai ser assim, da mesma forma com a sua porque esse tipo de coisa acontece para testar sua resistência e bem... Você sabe que só os que persistem são os que conseguem o que almejam. Vejo muitos que me passaram pela frente desistirem na metade do caminho e se "acomodarem" apenas com aquilo que já tem.
Se tem uma certeza que eu tenho é de que eu nunca vou me acomodar com nada na minha vida, criar e me renovar a todo momento é meu maior objetivo.
O importante é não abaixar a cabeça em nenhum momento, é respirar e continuar sempre em frente porque querendo ou não uma hora você sai do lugar e saber encarar cada tropeço e cada rasteira como um aprendizado é uma das melhores coisas de todo o percurso. É importante aprender com erro após erro porque assim quando o mesmo erro surgir você passará por ele sem sacrifícios.
Lembrem-se: coisas boas acontecem a todo o momento e o que seria da felicidade de conquista-las se não o prazer de saber que você conseguiu superar toda e qualquer barreira.
1.2.16
1.2.16
Eu nunca entendi essa necessidade de "tempo" que as pessoas tanto falavam e tanto pediam, isso vai de pessoas a coisas e situações. O que acontece de verdade é que as vezes a vida aperta tanto que tudo que você quer e precisa é se afastar um pouco. Foi o que eu fiz. Eu simplesmente não sabia o que eu realmente queria daqui para frente, com relação a mais uma vez os meus estudos, com isso despareci um pouco do blog e recebia mensagens diárias em todas as minhas redes sociais: "Você não é mais blogueira?", "Desistiu do blog?", "O que houve, Gaby?", essas eram as perguntas mais frequentes e minha resposta seguia de um breve pensamento e um "talvez". Via tanta hipocrisia e tanta coisa ruim rodeando esse mundo que o melhor que fiz foi me afastar, não que isso em algum momento tenha interferido em algo porque nunca me importei, mas comecei a ver as coisas por outro lado e vi que tudo que era "tóxico" não era bem-vindo na minha vida. Foi a hora de fazer uma faxina geral.
Confesso que me arrependi por uma parte, afinal, eu fiz exatamente o que essas pessoas mais queriam: que eu desistisse. Mas por outra parte foi a melhor coisa que eu fiz, precisava realinhar as coisas na minha cabeça, pensar em novos projetos, pensar no meu futuro que havia sido esquecido. Passei três meses em uma fase totalmente diferente da minha vida, novos relacionamentos, novas amizades, festas todos os finais de semana e a sensação de que a vida é feita para ser vivida, que só vivemos uma vez e tem que ser o suficiente para fazermos tudo o que queremos. Ah! E não é porque você tirou um "tempo" para certas coisas que você vai ficar esperando que as coisas se ajeitem não, porque elas não vão fazer isso sozinha, precisei vivenciar inúmeras coisas para saber o que realmente queria e fico feliz ao saber que não foram dias em vão.
Hoje, chegou a hora de recomeçar. Chegou a hora de voltar para a realidade e ver que as vezes você precisa sim tirar um tempo para esvaziar a cabeça, mas é ainda mais importante saber que você precisa voltar. Eu amo escrever e seria a maior tolice desistir de tudo que construí "sozinha" aos poucos em três anos. A partir de hoje, o Just Gaby terá um espaço semanal de textos porque eu sei o quanto vocês gostam e o quanto eu amo mais ainda esse feedback. Lembram que a um tempo atrás (aqui!) eu conversei com vocês sobre o meu futuro? Então, cheguei a conclusão de que estava querendo agarrar o mundo todo com apenas uma mão.
Iria passar 2 anos cursando Marketing, apenas para ficar um pouco mais velha e finalmente poder cursar Jornalismo em São Paulo. Não fazia o menor sentindo. Eu ia perder mais dois anos da minha vida fazendo um curso que por mais que fosse bom para mim em uma parte, eu não iria querer trabalhar com aquilo. Por isso, resolvi trancar o curso e fui na única faculdade particular da minha cidade que tem Jornalismo e fiz minha matrícula. Pronto. Parei para pensar que o que conta mais que uma graduação é o que você faz depois. Vou me dedicar ao máximo e quando eu estiver formada e com uma estrutura melhor vou para lá. Simples assim. Serão mais quatro anos presa aqui, mas eu tenho certeza de que darei um jeito desses anos serem compensados e aproveitados da melhor forma que eu puder.
Naquela época que escrevi o texto e até o fim desse mês essa ideia parecia simplesmente inaceitável e as vezes você precisa de um empurrãozinho de alguém para ver as coisas por outro lado. Já parou para pensar que tudo que você precisa é olhar as coisas por outro angulo? Tem saída para tudo! Se não deu certo por um caminho é a hora de parar e pensar em novas alternativas, se não conseguir fazer isso sozinha, não tenha vergonha de pedir conselho a um amigo ou até mesmo ir a um terapeuta para conversar um pouco. São coisas que só vão fazer bem para você e para sua alma.
As coisas vão sim apertar uma hora ou outra, isso é uma certeza. Mas tá lembrada, né?
Apenas respire e continue.
A necessidade de um tempo
Eu nunca entendi essa necessidade de "tempo" que as pessoas tanto falavam e tanto pediam, isso vai de pessoas a coisas e situações. O que acontece de verdade é que as vezes a vida aperta tanto que tudo que você quer e precisa é se afastar um pouco. Foi o que eu fiz. Eu simplesmente não sabia o que eu realmente queria daqui para frente, com relação a mais uma vez os meus estudos, com isso despareci um pouco do blog e recebia mensagens diárias em todas as minhas redes sociais: "Você não é mais blogueira?", "Desistiu do blog?", "O que houve, Gaby?", essas eram as perguntas mais frequentes e minha resposta seguia de um breve pensamento e um "talvez". Via tanta hipocrisia e tanta coisa ruim rodeando esse mundo que o melhor que fiz foi me afastar, não que isso em algum momento tenha interferido em algo porque nunca me importei, mas comecei a ver as coisas por outro lado e vi que tudo que era "tóxico" não era bem-vindo na minha vida. Foi a hora de fazer uma faxina geral.
Confesso que me arrependi por uma parte, afinal, eu fiz exatamente o que essas pessoas mais queriam: que eu desistisse. Mas por outra parte foi a melhor coisa que eu fiz, precisava realinhar as coisas na minha cabeça, pensar em novos projetos, pensar no meu futuro que havia sido esquecido. Passei três meses em uma fase totalmente diferente da minha vida, novos relacionamentos, novas amizades, festas todos os finais de semana e a sensação de que a vida é feita para ser vivida, que só vivemos uma vez e tem que ser o suficiente para fazermos tudo o que queremos. Ah! E não é porque você tirou um "tempo" para certas coisas que você vai ficar esperando que as coisas se ajeitem não, porque elas não vão fazer isso sozinha, precisei vivenciar inúmeras coisas para saber o que realmente queria e fico feliz ao saber que não foram dias em vão.
Hoje, chegou a hora de recomeçar. Chegou a hora de voltar para a realidade e ver que as vezes você precisa sim tirar um tempo para esvaziar a cabeça, mas é ainda mais importante saber que você precisa voltar. Eu amo escrever e seria a maior tolice desistir de tudo que construí "sozinha" aos poucos em três anos. A partir de hoje, o Just Gaby terá um espaço semanal de textos porque eu sei o quanto vocês gostam e o quanto eu amo mais ainda esse feedback. Lembram que a um tempo atrás (aqui!) eu conversei com vocês sobre o meu futuro? Então, cheguei a conclusão de que estava querendo agarrar o mundo todo com apenas uma mão.
Iria passar 2 anos cursando Marketing, apenas para ficar um pouco mais velha e finalmente poder cursar Jornalismo em São Paulo. Não fazia o menor sentindo. Eu ia perder mais dois anos da minha vida fazendo um curso que por mais que fosse bom para mim em uma parte, eu não iria querer trabalhar com aquilo. Por isso, resolvi trancar o curso e fui na única faculdade particular da minha cidade que tem Jornalismo e fiz minha matrícula. Pronto. Parei para pensar que o que conta mais que uma graduação é o que você faz depois. Vou me dedicar ao máximo e quando eu estiver formada e com uma estrutura melhor vou para lá. Simples assim. Serão mais quatro anos presa aqui, mas eu tenho certeza de que darei um jeito desses anos serem compensados e aproveitados da melhor forma que eu puder.
Naquela época que escrevi o texto e até o fim desse mês essa ideia parecia simplesmente inaceitável e as vezes você precisa de um empurrãozinho de alguém para ver as coisas por outro lado. Já parou para pensar que tudo que você precisa é olhar as coisas por outro angulo? Tem saída para tudo! Se não deu certo por um caminho é a hora de parar e pensar em novas alternativas, se não conseguir fazer isso sozinha, não tenha vergonha de pedir conselho a um amigo ou até mesmo ir a um terapeuta para conversar um pouco. São coisas que só vão fazer bem para você e para sua alma.
As coisas vão sim apertar uma hora ou outra, isso é uma certeza. Mas tá lembrada, né?
Apenas respire e continue.
31.12.15
31.12.15
2015. Que ano, ein? Quando eu paro para pensar nas coisas que me aconteceram ao longo desse ano só consigo pensar em centenas de momentos passando de uma vez na minha cabeça. Amizades feitas, desfeitas, lágrimas, felicidade extrema, fundo do poço, no topo do mundo, coração partido, coração renovado, conquistas, decepções, descobertas, sonhos, viagens... Ufa! Tanta coisa para um ano que passou num piscar de olhos, não é? Estava pensando nos planos que fiz nessa mesma data ha 1 ano atrás, planos esses que se distorceram e se distanciaram de uma forma que nem sei explicar. Apenas as coisas mudaram e vi que eu pensava pequeno demais. Uma coisa é certa: eu mudei muito! Minha cabeça, atitudes, planos... Tudo! Conheci pessoas que mal sabem elas, mas mudaram minha vida para um rumo totalmente diferente. Pessoas incríveis, que transformaram minha vida de cabeça para baixo da forma mais certa que podiam. A essas pessoas gratidão por cada momento e experiência vivida.
Sabe a sensação de que você está realmente vivendo cada segundo, cada momento? Essa foi a sensação que tive junto com esse ano, a sensação de viver cada dia da forma mais intensa que pude. Por um lado isso é tão bom, mas por outro ruim. Se eu tive momentos bons eu realmente estava no topo do mundo, se tive momentos ruins foram o fundo do poço. Tudo foi medido baseado no 8 ou 80. Termino meu ano com o coração aberto, mesmo um pouco desanimada, mas com o coração cheio de amor para as novas oportunidades e etapas que virão.
Que vocês sejam sempre capazes de agarrar as cada novas oportunidades que surgirem, comecem uma nova vida assim que não conseguirem mais. Abandone tudo o que lhe leva para trás. Acredito muito na força do ano novo, é sim um novo ano, uma nova folha. Se apaixonem, desapaixonem, chorem, riam, se encantem, se decepcionem, vivam cada dia de uma única vez porque é isso que dá a certeza de que você está vivo. E o mais importante de tudo: não tenham medo de arriscar! As coisas podem ser difíceis o que forem, mas tudo é aprendizado e tudo serve para algo bom em nossas vidas. Não tenham medo de começar uma coisa diferente, ou de estar no meio do caminho e dar a meia volta.
Tem um desejo que eu simplesmente amo ler e reler várias vezes neste dia do ano, e que eu acho super válido repetir ele mais uma vez! O que eu desejo de coração a todos vocês é que exatamente às 23:50, exatamente a essa hora, apenas 10 minutos antes de tudo... Você simplesmente pare e reflita sobre o ano que passou, lembre de todos os seus triunfos e equívocos, de suas promessas feitas e não cumpridas. Das vezes que nos abrimos para grandes aventuras, ou nos fechamos por medo de nos ferirmos. Porque o Ano Novo é isto: é ter uma nova chance... Chance de perdoar, fazer melhor, fazer mais, dar mais, amar mais! E parar de ter medo das coisas, devemos aceitar e aproveitar o que venha a acontecer. Vamos nos lembrar de ser gentis uns com os outros, bondosos uns com os outros e não só hoje mais o ano inteiro! Vale tentar lembrar também de que, às vezes, vale a pena ouvir o coração... Sabemos o quão complicado é! Mas vão com fé.
Obrigada a cada um que fez parte do meu ano, todos fizeram parte de momentos muito importantes da minha vida. Cada um com seu jeito, uns mais do que outros, mas todos presentes de formas especiais. Que em 2016 possamos acreditar mais do que nunca que tudo é possível e que podemos ser mais felizes do que imaginamos.
Será um ano de mudanças. Agarre cada uma delas.
Tchauzinho, 2015
2015. Que ano, ein? Quando eu paro para pensar nas coisas que me aconteceram ao longo desse ano só consigo pensar em centenas de momentos passando de uma vez na minha cabeça. Amizades feitas, desfeitas, lágrimas, felicidade extrema, fundo do poço, no topo do mundo, coração partido, coração renovado, conquistas, decepções, descobertas, sonhos, viagens... Ufa! Tanta coisa para um ano que passou num piscar de olhos, não é? Estava pensando nos planos que fiz nessa mesma data ha 1 ano atrás, planos esses que se distorceram e se distanciaram de uma forma que nem sei explicar. Apenas as coisas mudaram e vi que eu pensava pequeno demais. Uma coisa é certa: eu mudei muito! Minha cabeça, atitudes, planos... Tudo! Conheci pessoas que mal sabem elas, mas mudaram minha vida para um rumo totalmente diferente. Pessoas incríveis, que transformaram minha vida de cabeça para baixo da forma mais certa que podiam. A essas pessoas gratidão por cada momento e experiência vivida.
Sabe a sensação de que você está realmente vivendo cada segundo, cada momento? Essa foi a sensação que tive junto com esse ano, a sensação de viver cada dia da forma mais intensa que pude. Por um lado isso é tão bom, mas por outro ruim. Se eu tive momentos bons eu realmente estava no topo do mundo, se tive momentos ruins foram o fundo do poço. Tudo foi medido baseado no 8 ou 80. Termino meu ano com o coração aberto, mesmo um pouco desanimada, mas com o coração cheio de amor para as novas oportunidades e etapas que virão.
Que vocês sejam sempre capazes de agarrar as cada novas oportunidades que surgirem, comecem uma nova vida assim que não conseguirem mais. Abandone tudo o que lhe leva para trás. Acredito muito na força do ano novo, é sim um novo ano, uma nova folha. Se apaixonem, desapaixonem, chorem, riam, se encantem, se decepcionem, vivam cada dia de uma única vez porque é isso que dá a certeza de que você está vivo. E o mais importante de tudo: não tenham medo de arriscar! As coisas podem ser difíceis o que forem, mas tudo é aprendizado e tudo serve para algo bom em nossas vidas. Não tenham medo de começar uma coisa diferente, ou de estar no meio do caminho e dar a meia volta.
Tem um desejo que eu simplesmente amo ler e reler várias vezes neste dia do ano, e que eu acho super válido repetir ele mais uma vez! O que eu desejo de coração a todos vocês é que exatamente às 23:50, exatamente a essa hora, apenas 10 minutos antes de tudo... Você simplesmente pare e reflita sobre o ano que passou, lembre de todos os seus triunfos e equívocos, de suas promessas feitas e não cumpridas. Das vezes que nos abrimos para grandes aventuras, ou nos fechamos por medo de nos ferirmos. Porque o Ano Novo é isto: é ter uma nova chance... Chance de perdoar, fazer melhor, fazer mais, dar mais, amar mais! E parar de ter medo das coisas, devemos aceitar e aproveitar o que venha a acontecer. Vamos nos lembrar de ser gentis uns com os outros, bondosos uns com os outros e não só hoje mais o ano inteiro! Vale tentar lembrar também de que, às vezes, vale a pena ouvir o coração... Sabemos o quão complicado é! Mas vão com fé.
Obrigada a cada um que fez parte do meu ano, todos fizeram parte de momentos muito importantes da minha vida. Cada um com seu jeito, uns mais do que outros, mas todos presentes de formas especiais. Que em 2016 possamos acreditar mais do que nunca que tudo é possível e que podemos ser mais felizes do que imaginamos.
Será um ano de mudanças. Agarre cada uma delas.
16.11.15
16.11.15
Quem não ama viajar? Definitivamente é a melhor coisa do mundo! Não só pelo fato de ter a oportunidade de conhecer lugares novos, pessoas novas, mas principalmente pela sensação que surge quando você volta para casa. Cheguei a uma semana atrás do Rio de Janeiro e sinto como se toda a energia boa daquele lugar tivesse voltado junto comigo. Dia desses li no instagram o seguinte trecho: "Viajamos porque precisamos, porque a distância e a diferença são o tônico segredo da criatividade. Quando chegamos em casa, a casa continua a mesma, mas algo em nossas mentes mudou, e isso muda tudo." Putz! Como muda, viu?
O melhor lado de viajar
Quem não ama viajar? Definitivamente é a melhor coisa do mundo! Não só pelo fato de ter a oportunidade de conhecer lugares novos, pessoas novas, mas principalmente pela sensação que surge quando você volta para casa. Cheguei a uma semana atrás do Rio de Janeiro e sinto como se toda a energia boa daquele lugar tivesse voltado junto comigo. Dia desses li no instagram o seguinte trecho: "Viajamos porque precisamos, porque a distância e a diferença são o tônico segredo da criatividade. Quando chegamos em casa, a casa continua a mesma, mas algo em nossas mentes mudou, e isso muda tudo." Putz! Como muda, viu?
Se você já leu os textos daqui do blog sabe dos meses complicados que tive com relação a namoro, estudos e amizade. Eu realmente precisava viajar. Sabe por que? É exatamente como nesse trecho diz, as vezes precisamos nos afastar da rotina para poder se tocar do tanto de coisas e oportunidades que existem lá fora. Voltando para casa fiquei com o coração partido por ter que voltar. Tão bom estar um pouco longe de casa, longe de todos, a sensação de olhar para todos os lados e não ver ninguém conhecido simplesmente pareceu confortante. Isso me lembra dos planos para o meu futuro, da cidade dos sonhos e do quanto tudo seria melhor começando do zero. Impressionante como em uma viagem de apenas cinco dias eu conheci pessoas de diversos lugares do país e do mundo. Aquele tipo de pessoa que você acha que nunca vai encontrar na vida e que só deseja que elas permaneçam na sua vida. Mas a distância é cruel. T-e-r-r-í-v-e-l.
A viagem veio no momento certo e para a coisa certa: abrir a minha cabeça. As vezes fico triste por situações que acontecem ao meu redor diariamente, mas é quando eu viajo que eu vejo o tanto de coisa que me aguarda lá fora. O tanto de vida que tem por aí. O tanto de gente que batalhou para chegar lá. O mundo é grande demais e as vezes eu esqueço disso e me permito entristecer por problemas tão pequenos, com pessoas tão pequenas, em uma cidade tão pequena.
E o tanto de planejamento que você consegue fazer? Putz! Voltei com a cabeça a mil e cheia de projetos novos que estou louca para por em prática, mas antes não conseguia pensar nem tão longe e nem muito menos por em prática pelo turbilhão de coisas que estavam acontecendo.
Viajar para muitos parece uma coisa tão simples e boa apenas para curtir, mas mal sabem que você pode amadurecer muito. Aprender a ver as coisas com outros olhos e parar de desejar que as coisas mudem, talvez quem precise mudar seja você, e ai poderá notar que nada precisava ser mudado. Veja o mundo e a vida com outros olhos. Tudo pode dar certo, ser calmo e tranquilo, mas isso só depende de você. Pare de se importar com coisas bobas, de se estressar com tão pouco, deixe certas coisas para lá. Tenho certeza que quem convive comigo notou demais essa mudança e eu só queria que todo mundo pudesse ter essa mesma sensação, de que as coisas vão dar certo. Vão sim, viu?
Quando eu digo que toda a energia boa do Rio voltou comigo é verdade. Me sinto mais leve e desde que voltei me sinto mais tranquila. Nada de discutir por coisas pequenas. O mundo é enorme! Faça o que tem que fazer aqui e abra a cabeça para aproveitar as oportunidades lá de fora. Pare de se importar tanto com o futuro e pensar em tudo que pode ou não acontecer lá na frente. Apenas viva. O desespero foi grande quando não consegui ir estudar em São Paulo, mas coloquei a cabeça no lugar e sei que ainda tem muito coisa que me aguarda.
Ah, se tem!
A viagem veio no momento certo e para a coisa certa: abrir a minha cabeça. As vezes fico triste por situações que acontecem ao meu redor diariamente, mas é quando eu viajo que eu vejo o tanto de coisa que me aguarda lá fora. O tanto de vida que tem por aí. O tanto de gente que batalhou para chegar lá. O mundo é grande demais e as vezes eu esqueço disso e me permito entristecer por problemas tão pequenos, com pessoas tão pequenas, em uma cidade tão pequena.
E o tanto de planejamento que você consegue fazer? Putz! Voltei com a cabeça a mil e cheia de projetos novos que estou louca para por em prática, mas antes não conseguia pensar nem tão longe e nem muito menos por em prática pelo turbilhão de coisas que estavam acontecendo.
Viajar para muitos parece uma coisa tão simples e boa apenas para curtir, mas mal sabem que você pode amadurecer muito. Aprender a ver as coisas com outros olhos e parar de desejar que as coisas mudem, talvez quem precise mudar seja você, e ai poderá notar que nada precisava ser mudado. Veja o mundo e a vida com outros olhos. Tudo pode dar certo, ser calmo e tranquilo, mas isso só depende de você. Pare de se importar com coisas bobas, de se estressar com tão pouco, deixe certas coisas para lá. Tenho certeza que quem convive comigo notou demais essa mudança e eu só queria que todo mundo pudesse ter essa mesma sensação, de que as coisas vão dar certo. Vão sim, viu?
Quando eu digo que toda a energia boa do Rio voltou comigo é verdade. Me sinto mais leve e desde que voltei me sinto mais tranquila. Nada de discutir por coisas pequenas. O mundo é enorme! Faça o que tem que fazer aqui e abra a cabeça para aproveitar as oportunidades lá de fora. Pare de se importar tanto com o futuro e pensar em tudo que pode ou não acontecer lá na frente. Apenas viva. O desespero foi grande quando não consegui ir estudar em São Paulo, mas coloquei a cabeça no lugar e sei que ainda tem muito coisa que me aguarda.
Ah, se tem!
23.10.15
23.10.15
Eu tenho um agradecimento especial a este ano. Das inúmeras coisas que me aconteceram, uma eu sou eternamente grata: as amizades feitas. No "sobre mim" daqui do blog eu comento que nunca fui a mais popular da turma ou quem mais chamava atenção. As pessoas normalmente pensam "Ah! Mas você tem um blog as pessoas devem viver a seu redor.", mas não é bem assim, não mesmo. Minhas amizades ou pessoas que convivem comigo nunca foram de realmente admirar o meu trabalho, sabe? De admirar e apoiar o que eu faço. Eu era taxada como a "fútil", a que nunca ia ser ninguém no futuro, a que alimentava sonhos e não pisava no chão, a que não era ninguém e que queria ser tudo, a "ridícula". Eu tinha 15 anos e apenas queria escrever sobre o que eu gostava, lojas me chamavam para conhecer suas peças, 400 pessoas liam o que eu falava diariamente e comentavam o quanto haviam gostado, isso me impulsionava a continuar.
Hoje, com 18 anos, a menina que "alimentava sonhos" chegou na SPFW, tem em média 15.000 mil pessoas que a leem diariamente, foi capa de uma revista local e em breve será de outra, saiu três vezes em uma revista adolescente nacional e já conquistou tantas coisas que nem ela sabe como agradecer. Eu nunca fiz nada do meu trabalho para provar a esses "amigos" que eu era muito mais do que eles falavam, apenas continuei fazendo o que gostava. Mas o que eu quero dizer com isso? É que as vezes na nossa vida surgem pessoas que no futuro você vai notar que elas foram algo como "barreiras" para lhe atrapalhar. E é triste ver as pessoas assim. E muito.
Eu sempre tive uma facilidade maior em ter amizades masculinas pelo simples fato de que mulheres são extremamente complicadas e se as vezes eu não aguento os meus conflitos como vou aguentar de alguém que é assim como eu? Claro, taxada também como a que dá em cima de todos os meninos. As amizades femininas que eu tive sempre me decepcionaram ao extremo, do tipo ficar com meu namorado, sair comigo só para ir as festinhas sem pagar nada, ser especialista em me botar para baixo, usar o que eu tinha feito de errado contra mim.
Quando terminei o ensino médio definitivamente foi um peso saindo das minhas costas, aquela felicidade por me afastar de pessoas que sempre diziam que no futuro eu não seria ninguém. No texto onde falei sobre o meu primeiro dia de universidade (aqui!) lembro de ter entrado em "panico" quando vi todas essas pessoas novamente, mas ai eu lembro o que esse ano trouxe realmente de bom para mim: amizades que sem sombra de dúvidas serão para o resto da vida. Duas pessoas que eu realmente sei que posso chamar de melhor amiga.
Nunquinha na minha vida achei que iria ter uma amizade tão boa e que eu sei que posso contar de olhos fechados e posso colocar minha mão no fogo. Hoje eu sei o real significado da frase "A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas." e isso é a melhor coisa mundo! Saber que o mundo inteiro pode estar caindo, mas aquela pessoa ainda vai estar lá e também quando seu mundo explodir de felicidade ela vai estar ali para comemorar junto. Nuca achei que ia ter uma amizade "a lá" Blair e Serena, da série Gossip Girl, e como todas aqueles livros descrevem.
De todas as coisas que já passei ao longo desse ano - que não foram poucas -, eu sei que não teria conseguido segurar a barra sem minhas amigas que convivem comigo diariamente, por mais de 24 horas. Dá para acreditar que com uma delas já vai fazer 1 ano que somos amigas e nunca brigamos nem uma vezinha se quer?
O que quero dizer é saibam escolher suas amizades, as vezes duas coisas vão dizer muito sobre isso: a maturidade e o tempo. Saibam reconhecer quem realmente está do seu lado, aprendam a escutar, aprendam a perdoar e principalmente a estar de braços abertos para conhecer novas pessoas. As coisas não são como a gente quer e nem muito menos como imaginamos, as pessoas vão lhe decepcionar, vão fazer você de besta, vão fazer você não confiar em mais ninguém, mas eu tenho certeza que vale a pena e que todo mundo deve ter amizades assim como as minhas. Porque só eu sei o quanto isso faz bem para alma. E você também deve (merece) saber.
Obrigada 2015.
Sobre as amizades
Eu tenho um agradecimento especial a este ano. Das inúmeras coisas que me aconteceram, uma eu sou eternamente grata: as amizades feitas. No "sobre mim" daqui do blog eu comento que nunca fui a mais popular da turma ou quem mais chamava atenção. As pessoas normalmente pensam "Ah! Mas você tem um blog as pessoas devem viver a seu redor.", mas não é bem assim, não mesmo. Minhas amizades ou pessoas que convivem comigo nunca foram de realmente admirar o meu trabalho, sabe? De admirar e apoiar o que eu faço. Eu era taxada como a "fútil", a que nunca ia ser ninguém no futuro, a que alimentava sonhos e não pisava no chão, a que não era ninguém e que queria ser tudo, a "ridícula". Eu tinha 15 anos e apenas queria escrever sobre o que eu gostava, lojas me chamavam para conhecer suas peças, 400 pessoas liam o que eu falava diariamente e comentavam o quanto haviam gostado, isso me impulsionava a continuar.
Hoje, com 18 anos, a menina que "alimentava sonhos" chegou na SPFW, tem em média 15.000 mil pessoas que a leem diariamente, foi capa de uma revista local e em breve será de outra, saiu três vezes em uma revista adolescente nacional e já conquistou tantas coisas que nem ela sabe como agradecer. Eu nunca fiz nada do meu trabalho para provar a esses "amigos" que eu era muito mais do que eles falavam, apenas continuei fazendo o que gostava. Mas o que eu quero dizer com isso? É que as vezes na nossa vida surgem pessoas que no futuro você vai notar que elas foram algo como "barreiras" para lhe atrapalhar. E é triste ver as pessoas assim. E muito.
Eu sempre tive uma facilidade maior em ter amizades masculinas pelo simples fato de que mulheres são extremamente complicadas e se as vezes eu não aguento os meus conflitos como vou aguentar de alguém que é assim como eu? Claro, taxada também como a que dá em cima de todos os meninos. As amizades femininas que eu tive sempre me decepcionaram ao extremo, do tipo ficar com meu namorado, sair comigo só para ir as festinhas sem pagar nada, ser especialista em me botar para baixo, usar o que eu tinha feito de errado contra mim.
Quando terminei o ensino médio definitivamente foi um peso saindo das minhas costas, aquela felicidade por me afastar de pessoas que sempre diziam que no futuro eu não seria ninguém. No texto onde falei sobre o meu primeiro dia de universidade (aqui!) lembro de ter entrado em "panico" quando vi todas essas pessoas novamente, mas ai eu lembro o que esse ano trouxe realmente de bom para mim: amizades que sem sombra de dúvidas serão para o resto da vida. Duas pessoas que eu realmente sei que posso chamar de melhor amiga.
Nunquinha na minha vida achei que iria ter uma amizade tão boa e que eu sei que posso contar de olhos fechados e posso colocar minha mão no fogo. Hoje eu sei o real significado da frase "A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas." e isso é a melhor coisa mundo! Saber que o mundo inteiro pode estar caindo, mas aquela pessoa ainda vai estar lá e também quando seu mundo explodir de felicidade ela vai estar ali para comemorar junto. Nuca achei que ia ter uma amizade "a lá" Blair e Serena, da série Gossip Girl, e como todas aqueles livros descrevem.
De todas as coisas que já passei ao longo desse ano - que não foram poucas -, eu sei que não teria conseguido segurar a barra sem minhas amigas que convivem comigo diariamente, por mais de 24 horas. Dá para acreditar que com uma delas já vai fazer 1 ano que somos amigas e nunca brigamos nem uma vezinha se quer?
O que quero dizer é saibam escolher suas amizades, as vezes duas coisas vão dizer muito sobre isso: a maturidade e o tempo. Saibam reconhecer quem realmente está do seu lado, aprendam a escutar, aprendam a perdoar e principalmente a estar de braços abertos para conhecer novas pessoas. As coisas não são como a gente quer e nem muito menos como imaginamos, as pessoas vão lhe decepcionar, vão fazer você de besta, vão fazer você não confiar em mais ninguém, mas eu tenho certeza que vale a pena e que todo mundo deve ter amizades assim como as minhas. Porque só eu sei o quanto isso faz bem para alma. E você também deve (merece) saber.
Obrigada 2015.
12.9.15
12.9.15
"Hope" (esperança) e "Believe" (acreditar) sempre foram duas palavras muito fortes no meu dicionário diário. Vou explicar o porque. Quando eu tinha entre meus 14 e 15 anos eu passei por momentos muito complicados e que apesar de sempre ter o apoio dos meus pais em tudo e ter uma relação bem aberta com eles para contar tudo que fosse necessário, eu achei que poderia lidar com as situações que vinham me acontecendo. A verdade é que eu não sabia nem um pouco e a alternativa que eu encontrei para me "livrar" desse sofrimento foi a pior possível: eu me cortava na tentativa da dor sumir. Dá para acreditar no quão "clichê" isso é? Mas era o que acontecia. E é triste pensar que eu fazia isso e que milhões de adolescentes fazem o mesmo e muitas vezes não sobrevivem.
O engraçado é que as pessoas olham para mim e acham que minha vida é cheia de maravilhas por fazer tudo o que eu gosto e ter reconhecimento por isso, mas não imaginam o tanto de coisa pela qual eu já passei e tive que enfrentar, coisas que ninguém merece enfrentar. Quem hoje olha para mim nunca iria imaginar tal coisa. Eu sempre fui muito vulnerável com relação aos meus relacionamentos, todos levaram um pedaço muito grande de mim e me mutilaram de uma forma inexplicável. Minha época de escola nunca foi 100% boa, normal, mas as coisas ruins que me aconteciam não eram coisas tão "normais" assim. Sofria demais por me sentir excluída, ficava aos pedaços quando via todos rodeados por amigos e por eu não ter "tal coisa" não podia fazer parte de tal grupo. Com o tempo fui aprendendo a lidar melhor com isso e fiz amizades muito boas, sim. Não tão boas para durar até hoje, mas boas no tempo necessário.
Entre os meus 14 e 15 aconteceram coisas do tipo, meus dois primeiros relacionamentos que foram muito complicados e a mudança de uma escola que estava me fazendo mal para outra que logo no primeiro ano também me fez muito mal. Isso nunca vai justificar o fato de me mutilar, eu sei. O problema é que na minha cabeça era tão mais fácil desistir, sabe? Tão tola! Eu nunca cheguei ao ponto de fazer isso e chegar pertinho de morrer, quando eu me cortava era como se eu estivesse me punindo e quando eu fazia isso eu estava satisfeita. Claro, já cheguei ao ponto de dizer "não, agora vai de vez, realmente não dá mais", mas graças a Deus eu consegui suportar mais uma vez.
Eu demorei muito tempo para me recompor, para aprender a respirar e levantar a cabeça, para aprender que não importa o quão difícil tudo estar eu tenho que aprender a seguir em frente.
Como já contei em milhões de textos (aqui, aqui e aqui!) esse meu último relacionamento terminou de uma forma brutal e foi algo tão bom que não merecia terminar assim, acho que por isso machucou mais, porque eu sabia que podia terminar tranquilo, mas ele preferiu levar para um lado ruim. Isso me deixa muito mal! Quando isso que aconteceu no texto "Sobre a vontade de desistir", essa ligação me deixou tão desolada que eu me senti voltando para os meus 14/15 anos quando a vontade de desistir e de me mutilar era mais forte que eu. Não, eu não fiz isso. Agradeço a Deus por hoje ter pessoas com quem posso conversar e estas me tranquilizarem. Uma dessas pessoas me disse para eu ter esperança e acreditar que as coisas iriam melhorar, a força do pensamento é maior do que todos os ventos contrários, viu?
Foi ai que refleti muito sobre isso e resolvi tatuar no osso do pulso a palavra "hope", pequena, discreta, mas com um significado que fortalece o meu mundo inteiro só de olhar. Sempre que olho para o meu braço, aperto minha mão, fecho os olhos e dou um sorriso gostoso porque sei que consegui enfrentar mais uma coisa e estou em pé com a cabeça erguida.
Eu mais do que ninguém sei o quanto é difícil chegar no fundo do poço, porque já cheguei nele diversas vezes até chegar ao ponto de aprender a levantar a cabeça e muitas vezes dizer "foda-se". Não foi tarefa fácil e nem nunca vai ser. Mas você tem que continuar. Caio Fernando de Abreu escreveu "Você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças, mesmo que o barco esteja furado." e eu acredito tão fortemente nessa frase que só me resta ter sempre esperança na frente, porque eu sei que as coisas vão melhorar.
Já estão. Aos poucos.
Seja paciente.
Sobre a esperança e a minha tatuagem
"Hope" (esperança) e "Believe" (acreditar) sempre foram duas palavras muito fortes no meu dicionário diário. Vou explicar o porque. Quando eu tinha entre meus 14 e 15 anos eu passei por momentos muito complicados e que apesar de sempre ter o apoio dos meus pais em tudo e ter uma relação bem aberta com eles para contar tudo que fosse necessário, eu achei que poderia lidar com as situações que vinham me acontecendo. A verdade é que eu não sabia nem um pouco e a alternativa que eu encontrei para me "livrar" desse sofrimento foi a pior possível: eu me cortava na tentativa da dor sumir. Dá para acreditar no quão "clichê" isso é? Mas era o que acontecia. E é triste pensar que eu fazia isso e que milhões de adolescentes fazem o mesmo e muitas vezes não sobrevivem.
O engraçado é que as pessoas olham para mim e acham que minha vida é cheia de maravilhas por fazer tudo o que eu gosto e ter reconhecimento por isso, mas não imaginam o tanto de coisa pela qual eu já passei e tive que enfrentar, coisas que ninguém merece enfrentar. Quem hoje olha para mim nunca iria imaginar tal coisa. Eu sempre fui muito vulnerável com relação aos meus relacionamentos, todos levaram um pedaço muito grande de mim e me mutilaram de uma forma inexplicável. Minha época de escola nunca foi 100% boa, normal, mas as coisas ruins que me aconteciam não eram coisas tão "normais" assim. Sofria demais por me sentir excluída, ficava aos pedaços quando via todos rodeados por amigos e por eu não ter "tal coisa" não podia fazer parte de tal grupo. Com o tempo fui aprendendo a lidar melhor com isso e fiz amizades muito boas, sim. Não tão boas para durar até hoje, mas boas no tempo necessário.
Entre os meus 14 e 15 aconteceram coisas do tipo, meus dois primeiros relacionamentos que foram muito complicados e a mudança de uma escola que estava me fazendo mal para outra que logo no primeiro ano também me fez muito mal. Isso nunca vai justificar o fato de me mutilar, eu sei. O problema é que na minha cabeça era tão mais fácil desistir, sabe? Tão tola! Eu nunca cheguei ao ponto de fazer isso e chegar pertinho de morrer, quando eu me cortava era como se eu estivesse me punindo e quando eu fazia isso eu estava satisfeita. Claro, já cheguei ao ponto de dizer "não, agora vai de vez, realmente não dá mais", mas graças a Deus eu consegui suportar mais uma vez.
Eu demorei muito tempo para me recompor, para aprender a respirar e levantar a cabeça, para aprender que não importa o quão difícil tudo estar eu tenho que aprender a seguir em frente.
Como já contei em milhões de textos (aqui, aqui e aqui!) esse meu último relacionamento terminou de uma forma brutal e foi algo tão bom que não merecia terminar assim, acho que por isso machucou mais, porque eu sabia que podia terminar tranquilo, mas ele preferiu levar para um lado ruim. Isso me deixa muito mal! Quando isso que aconteceu no texto "Sobre a vontade de desistir", essa ligação me deixou tão desolada que eu me senti voltando para os meus 14/15 anos quando a vontade de desistir e de me mutilar era mais forte que eu. Não, eu não fiz isso. Agradeço a Deus por hoje ter pessoas com quem posso conversar e estas me tranquilizarem. Uma dessas pessoas me disse para eu ter esperança e acreditar que as coisas iriam melhorar, a força do pensamento é maior do que todos os ventos contrários, viu?
Foi ai que refleti muito sobre isso e resolvi tatuar no osso do pulso a palavra "hope", pequena, discreta, mas com um significado que fortalece o meu mundo inteiro só de olhar. Sempre que olho para o meu braço, aperto minha mão, fecho os olhos e dou um sorriso gostoso porque sei que consegui enfrentar mais uma coisa e estou em pé com a cabeça erguida.
Eu mais do que ninguém sei o quanto é difícil chegar no fundo do poço, porque já cheguei nele diversas vezes até chegar ao ponto de aprender a levantar a cabeça e muitas vezes dizer "foda-se". Não foi tarefa fácil e nem nunca vai ser. Mas você tem que continuar. Caio Fernando de Abreu escreveu "Você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças, mesmo que o barco esteja furado." e eu acredito tão fortemente nessa frase que só me resta ter sempre esperança na frente, porque eu sei que as coisas vão melhorar.
Já estão. Aos poucos.
Seja paciente.
21.8.15
21.8.15
Com certeza você já ouviu alguém falar que é ou você é apegada à pessoas. É muito comum nos relacionarmos com alguém e acabarmos nos apegando a essa tal pessoa, a convivência e a rotina diária acabam fazendo isso com a gente mesmo que não queiramos. Eu sou o tipo que não consegue se apegar fácil as pessoas, acho que eu me fechei tanto por um lado que isso se trava e eu demoro um pouco, mas por outro lado eu sou completamente apegada à momentos. E acho que isso é dez vezes pior! Como assim apegada à momentos? É tipo assim, as vezes eu nem sinto tanta falta da pessoa, mas eu sinto falta demais daquele momento que passamos juntos. Quando eu passo por algum lugar e lembro que ali já passei por isso e aquilo é horrível! Uma sensação de saudade que aperta no peito e a vontade de fechar os olhos desejando voltar para aquele momento.
Eu nunca havia notado isso até o meu último relacionamento, sim, aquele que já cansei de contar historinhas para vocês - aqui e aqui! - e sim, ele marcou bem mais do que o esperado/normal. Continuando, ele fez muita parte da minha rotina diária e boa parte dessa minha rotina continuou mesmo depois de terminarmos, óbvio. Por isso, não basta eu encontra-lo vez ou outra na universidade eu tenho que passar todos os dias pela mesma coisa para lembrar mais uma vez e sentir a respiração cortar. Isso é um saco!
Por um lado sinto a felicidade de todos aqueles momentos voltar e isso me conforta, fico feliz por ter passado por aquilo e sei que eles vão ficar gravados em mim da melhor forma possível, mas por outro lado sinto a saudade sufocar, sinto ela apertando devagarinho e desejo mais do que tudo voltar. Dá para acreditar que eu tenho que passar todos os dias em frente a casa dele porque aquele é o meu caminho para a academia? Uma serie de momentos se repetem, a vontade incontrolável de sorrir ao lembrar das vezes em que andávamos sem rumo pela cidade apenas escutando uma boa música e conversando. Volto para aquele momento em que discutíamos sobre coisas bobas e o quanto nós ficávamos rindo por não saber o motivo de estarmos discutindo. Volto para as tantas vezes em que fiquei apenas olhando-o dirigir e o quanto eu me sentia distante, completamente fora do meu mundo quando estava perto dele, ele me olhava sorrindo sem entender porque eu estava observando-o e dava um beijo delicado na minha mão. Volto para quando ele ia me buscar na academia porque queria me levar em casa e passar mais um minutinhos comigo. Volto para como eu ria com isso e o quanto eu o achava tonto por sempre ir pelo caminho mais longo.
Eu gravo muito os momentos e gravo cada mínimo detalhe, cada conversa e cada gesto. Não sei se isso é bom ou se é ruim. No momento tem sido um pouco ruim. Imaginem todo santo dia eu ter que viver essa mesma sensação? É desesperador.
Tento respirar e lembrar que com o tempo isso vai passando e toda essa sensação vai diminuindo. O tempo ajuda. É lento e doloroso, mas funciona. Conversar ajuda. Sair com outras pessoas, ver os amigos. E quando eu menos esperar ele será como um livro que eu li há muito tempo. Eu acredito muito que se as pessoas estão destinadas a ficarem juntas, eventualmente elas irão se encontrar novamente. Não, isso nunca aconteceu comigo, mas guardo essa "esperança" comigo de que um dia algo dará certo. Mas se não for, eu irei acordar um dia e perceber que não pensa mais nele. Tudo passa, olha só por quantas dores eu já passei e tô aqui. Olha só o tanto de relacionamentos que eu achei que nunca fosse superar e aqui estou.
Mesmo que você seja apegada a momentos assim como eu não tenha medo de se jogar em cada um deles e sentir essa sensação da forma mais forte que você puder. Talvez seu relacionamento acabe e essa turbilhão de momentos vai ficar com você, lhe apertando aos pouquinhos, mas são esses momentos que vão lhe confortar e lhe ensinar "n" coisas diferentes.
Apenas feche os olhos e sinta mais uma vez. Tudo vai ficar bem.
Eu sou apegada a momentos
Com certeza você já ouviu alguém falar que é ou você é apegada à pessoas. É muito comum nos relacionarmos com alguém e acabarmos nos apegando a essa tal pessoa, a convivência e a rotina diária acabam fazendo isso com a gente mesmo que não queiramos. Eu sou o tipo que não consegue se apegar fácil as pessoas, acho que eu me fechei tanto por um lado que isso se trava e eu demoro um pouco, mas por outro lado eu sou completamente apegada à momentos. E acho que isso é dez vezes pior! Como assim apegada à momentos? É tipo assim, as vezes eu nem sinto tanta falta da pessoa, mas eu sinto falta demais daquele momento que passamos juntos. Quando eu passo por algum lugar e lembro que ali já passei por isso e aquilo é horrível! Uma sensação de saudade que aperta no peito e a vontade de fechar os olhos desejando voltar para aquele momento.
Eu nunca havia notado isso até o meu último relacionamento, sim, aquele que já cansei de contar historinhas para vocês - aqui e aqui! - e sim, ele marcou bem mais do que o esperado/normal. Continuando, ele fez muita parte da minha rotina diária e boa parte dessa minha rotina continuou mesmo depois de terminarmos, óbvio. Por isso, não basta eu encontra-lo vez ou outra na universidade eu tenho que passar todos os dias pela mesma coisa para lembrar mais uma vez e sentir a respiração cortar. Isso é um saco!
Por um lado sinto a felicidade de todos aqueles momentos voltar e isso me conforta, fico feliz por ter passado por aquilo e sei que eles vão ficar gravados em mim da melhor forma possível, mas por outro lado sinto a saudade sufocar, sinto ela apertando devagarinho e desejo mais do que tudo voltar. Dá para acreditar que eu tenho que passar todos os dias em frente a casa dele porque aquele é o meu caminho para a academia? Uma serie de momentos se repetem, a vontade incontrolável de sorrir ao lembrar das vezes em que andávamos sem rumo pela cidade apenas escutando uma boa música e conversando. Volto para aquele momento em que discutíamos sobre coisas bobas e o quanto nós ficávamos rindo por não saber o motivo de estarmos discutindo. Volto para as tantas vezes em que fiquei apenas olhando-o dirigir e o quanto eu me sentia distante, completamente fora do meu mundo quando estava perto dele, ele me olhava sorrindo sem entender porque eu estava observando-o e dava um beijo delicado na minha mão. Volto para quando ele ia me buscar na academia porque queria me levar em casa e passar mais um minutinhos comigo. Volto para como eu ria com isso e o quanto eu o achava tonto por sempre ir pelo caminho mais longo.
Eu gravo muito os momentos e gravo cada mínimo detalhe, cada conversa e cada gesto. Não sei se isso é bom ou se é ruim. No momento tem sido um pouco ruim. Imaginem todo santo dia eu ter que viver essa mesma sensação? É desesperador.
Tento respirar e lembrar que com o tempo isso vai passando e toda essa sensação vai diminuindo. O tempo ajuda. É lento e doloroso, mas funciona. Conversar ajuda. Sair com outras pessoas, ver os amigos. E quando eu menos esperar ele será como um livro que eu li há muito tempo. Eu acredito muito que se as pessoas estão destinadas a ficarem juntas, eventualmente elas irão se encontrar novamente. Não, isso nunca aconteceu comigo, mas guardo essa "esperança" comigo de que um dia algo dará certo. Mas se não for, eu irei acordar um dia e perceber que não pensa mais nele. Tudo passa, olha só por quantas dores eu já passei e tô aqui. Olha só o tanto de relacionamentos que eu achei que nunca fosse superar e aqui estou.
Mesmo que você seja apegada a momentos assim como eu não tenha medo de se jogar em cada um deles e sentir essa sensação da forma mais forte que você puder. Talvez seu relacionamento acabe e essa turbilhão de momentos vai ficar com você, lhe apertando aos pouquinhos, mas são esses momentos que vão lhe confortar e lhe ensinar "n" coisas diferentes.
Apenas feche os olhos e sinta mais uma vez. Tudo vai ficar bem.
6.8.15
6.8.15
(Leia antes: um desabafo sobre o futuro!) Queria poder dizer que o meu primeiro dia na universidade, cursando Marketing, foi uma maravilha e que eu me encantei com tudo. Queria mesmo. Mas as coisas nunca são como a gente imagina, né? Minha imaginação me ferra. Eu sempre repasso as coisas várias vezes na minha cabeça e de repente algo surge do nada. Eu estava super otimista com voltar aos estudos, mesmo que fosse fazendo um curso que eu não queria tanto fazer e mesmo continuando na mesma cidade, mas o que importa é que recomeçar é preciso e sempre muito bem-vindo. A ansiedade parecia tomar conta de mim: "O que será que vai ter?", "Será que vou demorar a achar a sala? Que mico ficar rodando!", "Espero que tenha pessoas novas e legais.". Uma série de momentos e situações se repetiam dezenas de vezes na minha cabeça, mas só tinha uma coisa com que eu realmente estava preocupada.
O primeiro dia na universidade e minha vida do avesso
Lembram da última história que eu contei para vocês aqui no texto "Sobre relacionamentos e seus fins"? Aquele que aparentemente eu tinha superado? Pronto. Depois do que houve não nos encontramos mais e apesar de estar tranquila eu não fazia a mínima ideia do que eu iria sentir ao vê-lo. O pior de tudo é que quando estávamos juntos eu já havia visto que o bloco dele ia ser do ladinho do meu. Putz! E agora? Ficar de boa ou desviar o caminho sempre? Ah! Eu esqueci de contar que ele simplesmente criou uma raiva de mim que acho que nem ele sabe o porque. Mas ok. Desviar o caminho. Evitar encontrar. Ok.
Eu tenho plena certeza que eu estava vivendo um pesadelo ao invés de dia.
Cheguei na universidade um pouco atrasada, mas sempre acontece no primeiro dia, né? Já comecei estando no bloco errado, porém até que nem demorei para achar minha sala. O professor se apresentou e olha só, já fiz duas amigas! Ai que delícia recomeçar. Ai que coisa boa conhecer novas pessoas. Assistimos algumas apresentações e... "Opa, aquele menino estou comigo no Fundamental", "Eita! Aquela estudou comigo no Ensino Médio", "Ai que horrível, aquele pessoal que vivia querendo se meter na minha vida", "Ah não, aquelas meninas que eu fiquei feliz por ter me livrado quando o Ensino Médio acabou". A minha garganta simplesmente se fechou em um nó. Eu nunca me senti tão sufocada. Me senti rodeada por todas aquelas pessoas que um dia me fizeram mal ou que estavam presentes nas piores fases da minha vida. Era como se tudo de ruim que eu já passei voltasse em um flashback e toda a dor tomasse conta de mim. Tudo de uma vez só! Que sensação horrível. Calma. Respira, lembra?!
Ufa! A van chegou. Ufa! Passou! E eis que o menino passa na minha frente... Sim! Aquele mesmo que contei no começo da história. De primeira achei que fosse um grande amigo meu pela forma de andar e quando estava prestes a gritar um "psiu", ele olhou de lado e ops... Que turbilhão de sentimentos é esse? Ah não, fala sério! Acabou que ele não me viu e eu simplesmente congelei no momento. A vontade era correr para abraça-lo, conversar sobre o dia e contar todas novidades. Sinto falta das nossas conversas. Não imaginava que minha reação seria essa... De saudade.
O nó na garganta apertou mais uma vez e como eu desejei ir de vez para São Paulo, estudar meu Jornalismo. Como eu ia passar quase 3 anos convivendo com todas aquelas pessoas que me traziam um mal dessa forma? Como?! Minha vida está completamente fora dos eixos. Não faço a mínima do que fazer. Não tenho estrutura suficiente para aguentar isso. Urgh! Como eu odeio essa cidade ser tão pequena. Ah! O curso parece ser muito bom. Ainda não tive aula, mas por enquanto minhas impressões são boas. Então acredito que não valha nem a pena trancar o curso só para evitar essas pessoas.
Sabe aquela vontade de se enfiar em um buraco? Essa sou eu no momento. Mas se tem uma coisa que eu aprendi na vida é que nada, nem ninguém pode nos fazer baixar a cabeça e desistir. Da mesma forma que coisas ruins acontecem de uma forma inusitada coisas boas também acontecem. Tenha fé. Vai dar tudo certo e você vai conseguir. Por isso, amanhã é um novo dia e a qualquer problema... Tá lembrada, né?
Apenas respire e continue.
12.11.14
12.11.14
Eu sempre fiz tudo errado. Não porque eu tivesse algum distúrbio que me fizesse ser diferente, não. Nada do tipo. É que eu gostava de fazer tudo errado mesmo. Gostava de partir o cabelo ao meio só para fazer raiva na minha mãe, e de usar uma meia de cada cor para ir ao colégio. Se alguém me dizesse que eu estava errada, por dentro eu comemorava. Gostava do prazer de cruzar a linha, de ir além do permitido. Sabe, viver assim nunca me causou nenhum problema, até a chegada fase dos relacionamentos. Ah, relacionamentos. Sempre foram minha pior metade.
Me apaixonava, os dias se enchiam de cores, amores eram declarados, e aí? Seria para sempre? Não. O para sempre não era feito para mim. Quando percebia que tudo estava certo demais, os móveis nos devidos lugares, as roupas dobradas sem amassar em cima da cama, o reflexo no espelho com o batom vermelho perfeitamente delineado… Eu jogava tudo pro alto. Eu gostava de ser um desastre, entende? Eu precisava fazer bagunça e ser furação por onde eu passava. E então eu quebrava tudo – literalmente. Os móveis, o seu coração – e o meu. Fechava a porta sem olhar para trás, e ia atrás do que eu não sabia bem o que era.
Eu gostava de não saber o que queria.
Passei por diversos quartos – pequenos, grandes, luxuosos, ou com apenas um colchão estirado no chão. Não se assuste, a lista é grande. Você pode bater na porta deles hoje, e perguntar o que eles acham de mim. "Ela é louca''. De fato, eu sou. Louca pela vida, louca pelos meus erros, louca por um batom vermelho borrado, louca por roupas jogadas no chão sem cuidado algum. Eu sempre vivi o momento, como se eu pertencesse a ele. Como se minha vida dependesse desses segundos que jogamos fora todos os dias com medo do que pode acontecer. Eu não tenho medo de mudar. Eu mudo. Eu não tenho medo do que pode acontecer. Eu quero que aconteça.
Então você já deve saber que eu não tenho medo de ir embora, porque isso já fazia parte de quem eu era. Um desastre de trem, uma vez ouvi um amigo sussurrar se referindo a mim. E eu não ligava, de verdade.
Mas aí você apareceu.
Pensei que fosse ser só mais um que eu fosse bagunçar a vida. Imaginei todos os términos possíveis, e qual seria a forma que eu quebraria seu coração – e o meu. Mas você tinha alguma coisa de diferente, eu não sei, ah… Você tinha. Seus olhos brilhavam mais do que o normal, e eu perdia as palavras quando estava ao seu lado. O que era isso? Eu estava bem de saúde? Por que todas as músicas pareciam falar de nós? De onde saiu esse coração que eu desenhei nessa página em branco? Cara, é sério. Fiquei assustada. Você parecia não notar, mas me derretia a cada vez que me dava as mãos para atravessar a rua. Me lembro até hoje de uma das primeiras vezes que fomos jantar juntos, as horas voaram, e no final da noite me dei conta de pela primeira vez, eu não passava um jantar inteiro mexendo no celular, no tédio. Você me entendia sem entender. Me amava sem saber.
E eu me questionava se era mesmo digna de todo esse amor. Eu? A louca? A errada? Aquela que vai embora? A garota que nunca teria um para sempre?
Você entrou na minha vida, e me fez acreditar que eu finalmente poderia fazer o certo pelo menos uma vez na vida.
Você foi meu único acerto.
Ah… Eu já estou indo.
Quer que eu traga alguma coisa do supermercado?
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Sobre a autora: Isabela Freitas é escritora, blogueira, e exagerada. Louca por histórias de amor, desenhos animados, e bichinhos de rua. Prega o desapego às coisas que não lhe fazem bem, e acredita que o otimismo e palavras bonitas podem mudar vidas. E aí, pronto para mudar a sua?
Meu único acerto
Eu sempre fiz tudo errado. Não porque eu tivesse algum distúrbio que me fizesse ser diferente, não. Nada do tipo. É que eu gostava de fazer tudo errado mesmo. Gostava de partir o cabelo ao meio só para fazer raiva na minha mãe, e de usar uma meia de cada cor para ir ao colégio. Se alguém me dizesse que eu estava errada, por dentro eu comemorava. Gostava do prazer de cruzar a linha, de ir além do permitido. Sabe, viver assim nunca me causou nenhum problema, até a chegada fase dos relacionamentos. Ah, relacionamentos. Sempre foram minha pior metade.
Me apaixonava, os dias se enchiam de cores, amores eram declarados, e aí? Seria para sempre? Não. O para sempre não era feito para mim. Quando percebia que tudo estava certo demais, os móveis nos devidos lugares, as roupas dobradas sem amassar em cima da cama, o reflexo no espelho com o batom vermelho perfeitamente delineado… Eu jogava tudo pro alto. Eu gostava de ser um desastre, entende? Eu precisava fazer bagunça e ser furação por onde eu passava. E então eu quebrava tudo – literalmente. Os móveis, o seu coração – e o meu. Fechava a porta sem olhar para trás, e ia atrás do que eu não sabia bem o que era.
Eu gostava de não saber o que queria.
Passei por diversos quartos – pequenos, grandes, luxuosos, ou com apenas um colchão estirado no chão. Não se assuste, a lista é grande. Você pode bater na porta deles hoje, e perguntar o que eles acham de mim. "Ela é louca''. De fato, eu sou. Louca pela vida, louca pelos meus erros, louca por um batom vermelho borrado, louca por roupas jogadas no chão sem cuidado algum. Eu sempre vivi o momento, como se eu pertencesse a ele. Como se minha vida dependesse desses segundos que jogamos fora todos os dias com medo do que pode acontecer. Eu não tenho medo de mudar. Eu mudo. Eu não tenho medo do que pode acontecer. Eu quero que aconteça.
Então você já deve saber que eu não tenho medo de ir embora, porque isso já fazia parte de quem eu era. Um desastre de trem, uma vez ouvi um amigo sussurrar se referindo a mim. E eu não ligava, de verdade.
Mas aí você apareceu.
Pensei que fosse ser só mais um que eu fosse bagunçar a vida. Imaginei todos os términos possíveis, e qual seria a forma que eu quebraria seu coração – e o meu. Mas você tinha alguma coisa de diferente, eu não sei, ah… Você tinha. Seus olhos brilhavam mais do que o normal, e eu perdia as palavras quando estava ao seu lado. O que era isso? Eu estava bem de saúde? Por que todas as músicas pareciam falar de nós? De onde saiu esse coração que eu desenhei nessa página em branco? Cara, é sério. Fiquei assustada. Você parecia não notar, mas me derretia a cada vez que me dava as mãos para atravessar a rua. Me lembro até hoje de uma das primeiras vezes que fomos jantar juntos, as horas voaram, e no final da noite me dei conta de pela primeira vez, eu não passava um jantar inteiro mexendo no celular, no tédio. Você me entendia sem entender. Me amava sem saber.
E eu me questionava se era mesmo digna de todo esse amor. Eu? A louca? A errada? Aquela que vai embora? A garota que nunca teria um para sempre?
Você entrou na minha vida, e me fez acreditar que eu finalmente poderia fazer o certo pelo menos uma vez na vida.
Você foi meu único acerto.
Ah… Eu já estou indo.
Quer que eu traga alguma coisa do supermercado?
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Sobre a autora: Isabela Freitas é escritora, blogueira, e exagerada. Louca por histórias de amor, desenhos animados, e bichinhos de rua. Prega o desapego às coisas que não lhe fazem bem, e acredita que o otimismo e palavras bonitas podem mudar vidas. E aí, pronto para mudar a sua?
17.10.14
17.10.14
Que me desculpe quem vive da infelicidade alheia, mas se depender de mim, você nunca vai ter a chance de rir da minha desgraça. Não mais. E não é por superficialismo, não; é que na minha vida não há mais espaço para um rosto cheio de dobras que entregam os meus pesadelos do dia a dia para a primeira pessoa que passa.
Tudo bem, eu não sou hipócrita de dizer que sou cem por cento feliz e satisfeito com tudo, ninguém é. Mas eu tento, e tento tanto que qualquer pessoa é incapaz de perceber as minhas fragilidades quando ficam em evidência. E ó, para ser assim tem que ter talento, viu? Mas eu garanto que todo mundo, se quiser, consegue.
A verdade é que eu já estive dentro do quarto escuro da vida, onde o breu carregado de decepções me abraçava e a solidão ria ironicamente no pé do meu ouvido. Eu já me doei para pessoas que em troca, só me fizeram sentir arrependimento; já dei valor a quem nada valia, já esperei por abraços que nunca vieram, por apoios que nunca existiram e também por olhares que nunca se cruzaram com os meus.
Sim, eu já dediquei meu tempo para amenizar as dores daqueles que na primeira oportunidade, jogaram areia nas minhas feridas. Já senti a poeira de uma porta batida com força na minha cara sujar o meu rosto, e até eu mesmo já o sujei algumas várias vezes com umas lágrimas encardidas, lágrimas que saíam de dentro da minha alma espremida pelas mãos da vida que nem sempre é tão bela assim.
Preciso-te dizer que por muito tempo desejei ouvir um “ó, se preocupa não, eu estou aqui e vou ficar até essa tempestade passar.” de qualquer pessoa que fosse, até que, quando cheguei à beira do abismo da minha dependência alheia, eu decidi por um ponto final nesse caos todo. Cansei de criar expectativas hipérboles em cima de pessoas que sempre foram poucas demais. Aprendi da maneira mais difícil que quando esperamos demais das pessoas, acabamos esquecendo que só quem pode dar o que nós precisamos de verdade, somos nós mesmos. Parece clichê e é. Porque o clichê é a realidade que a gente ignora. É aquilo que a gente sabe como é, como funciona e como deve ser, mas preferimos acreditar que com a gente tudo vai ser diferente. Normal. Mas se dar conta de que a nossa maior dependência deve ser a de nós mesmos é complicado. E só conseguimos nos proporcionar isso, quando saímos da nossa bolha e passamos a encarar a vida com mais força e vontade de viver.
E foi desta maneira que eu passei a buscar em mim, o que ninguém pôde me dar: a felicidade. Os amigos, os amores e as pessoas num modo geral, passaram a ser apenas conseqüências da pessoa incrível que eu me tornei; porque sim, hoje eu tenho o ego e o orgulho de reconhecer que sou um cara incrível. Hoje eu sei qual é o meu valor e não é qualquer julgamento, opinião crítica ou um dedo apontado que vai me fazer parar de lutar pelo que quero e acredito nessa vida. Os sonhos que eu criei dentro de mim são o combustível para a minha permanência na difícil tarefa de tentar, tentar, tentar, até conseguir realizá-los.
Aprendi também que ninguém precisa saber que estou triste, que meu relacionamento vai mal, ou que briguei com a minha mãe ontem à noite. Isso são problemas que pertencem apenas a mim e, a menos que você seja um grande amigo, não vai ficar sabendo nem mesmo através do meu mural no Facebook. É que eu preservo os meus momentos difíceis ao invés de sair por aí estampando nas paredes de computadores e celulares de pessoas que só precisam de um motivo para se sentir melhores (com o fracasso alheio).
Outra coisa que aprendi foi limitar o acesso de pessoas na minha vida. Muitos passam por aqui, mas poucos ficam. A porta do meu coração só é aberta para alguns, só para os verdadeiros e os verdadeiros hoje em dia, infelizmente são raros; estão em extinção. Por tanto, se você é um desses que tem presença confirmada no meu dia, na minha vida e constrói junto comigo a minha história, comemore, pois és importante de maneira incalculável para mim.
Sabe, quando a gente compreende que a vida é difícil, mas que cabe a nós, tentarmos simplificá-la, tudo passa a ser mais objetivo e fica em nossas mãos a responsabilidade de sermos felizes. A expectativa aponta para o nosso reflexo e não mais para os outros que na maioria das vezes, estão pouco se lixando para o que sentimos. E essa compreensão é incrível porque quando a gente vive em busca da nossa felicidade para obter uma vida plena, leve e tranqüila, passamos a viver em constante aprendizado. Porque afinal, ser feliz é ser humilde o suficiente para se permitir aprender com os erros e os acertos. Ser feliz é ser acessível a tudo e a todos.
Hoje eu tento cultivar alegria em abundância porque a vida é muito melhor quando a gente está sorrindo. Por tanto, até quando estou triste, procuro abrir um sorriso, por mais singelo que ele seja. Acredito firmemente que assim, sorrindo e não sendo tão vulnerável a ser um objeto descartável para pessoas, a gente consegue superar os nossos tropeços e traumas com mais habilidade e rapidez. Ou ao menos, eles passam a pesar menos nas nossas costas.
Resumindo tudo: A vida já me pregou tantas peças, já me causou tantas cicatrizes, que hoje eu aprendi a me amar mais. Quem me vê, me vê sempre com um sorriso tatuado no rosto e ó, é melhor se acostumar porque vai ser sempre assim. Sabe como é: tenho andado sem tempo para a infelicidade.
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Sobre o autor: Wesley Néry, mas pode chamar de Wes. Tem 19 anos, nasceu, vive em Manaus, e sonha em bater as asas em breve. Canceriano, perfeccionista, sonhador e um ótimo ouvinte. Desabafa pelos dedos no Word ou em qualquer linha torta que estiver mais próxima apenas pelo prazer de brincar com as palavras. Segue lá no twitter @weesleynery!
Tenho andado sem tempo para a infelicidade
Que me desculpe quem vive da infelicidade alheia, mas se depender de mim, você nunca vai ter a chance de rir da minha desgraça. Não mais. E não é por superficialismo, não; é que na minha vida não há mais espaço para um rosto cheio de dobras que entregam os meus pesadelos do dia a dia para a primeira pessoa que passa.
Tudo bem, eu não sou hipócrita de dizer que sou cem por cento feliz e satisfeito com tudo, ninguém é. Mas eu tento, e tento tanto que qualquer pessoa é incapaz de perceber as minhas fragilidades quando ficam em evidência. E ó, para ser assim tem que ter talento, viu? Mas eu garanto que todo mundo, se quiser, consegue.
A verdade é que eu já estive dentro do quarto escuro da vida, onde o breu carregado de decepções me abraçava e a solidão ria ironicamente no pé do meu ouvido. Eu já me doei para pessoas que em troca, só me fizeram sentir arrependimento; já dei valor a quem nada valia, já esperei por abraços que nunca vieram, por apoios que nunca existiram e também por olhares que nunca se cruzaram com os meus.
Sim, eu já dediquei meu tempo para amenizar as dores daqueles que na primeira oportunidade, jogaram areia nas minhas feridas. Já senti a poeira de uma porta batida com força na minha cara sujar o meu rosto, e até eu mesmo já o sujei algumas várias vezes com umas lágrimas encardidas, lágrimas que saíam de dentro da minha alma espremida pelas mãos da vida que nem sempre é tão bela assim.
Preciso-te dizer que por muito tempo desejei ouvir um “ó, se preocupa não, eu estou aqui e vou ficar até essa tempestade passar.” de qualquer pessoa que fosse, até que, quando cheguei à beira do abismo da minha dependência alheia, eu decidi por um ponto final nesse caos todo. Cansei de criar expectativas hipérboles em cima de pessoas que sempre foram poucas demais. Aprendi da maneira mais difícil que quando esperamos demais das pessoas, acabamos esquecendo que só quem pode dar o que nós precisamos de verdade, somos nós mesmos. Parece clichê e é. Porque o clichê é a realidade que a gente ignora. É aquilo que a gente sabe como é, como funciona e como deve ser, mas preferimos acreditar que com a gente tudo vai ser diferente. Normal. Mas se dar conta de que a nossa maior dependência deve ser a de nós mesmos é complicado. E só conseguimos nos proporcionar isso, quando saímos da nossa bolha e passamos a encarar a vida com mais força e vontade de viver.
E foi desta maneira que eu passei a buscar em mim, o que ninguém pôde me dar: a felicidade. Os amigos, os amores e as pessoas num modo geral, passaram a ser apenas conseqüências da pessoa incrível que eu me tornei; porque sim, hoje eu tenho o ego e o orgulho de reconhecer que sou um cara incrível. Hoje eu sei qual é o meu valor e não é qualquer julgamento, opinião crítica ou um dedo apontado que vai me fazer parar de lutar pelo que quero e acredito nessa vida. Os sonhos que eu criei dentro de mim são o combustível para a minha permanência na difícil tarefa de tentar, tentar, tentar, até conseguir realizá-los.
Aprendi também que ninguém precisa saber que estou triste, que meu relacionamento vai mal, ou que briguei com a minha mãe ontem à noite. Isso são problemas que pertencem apenas a mim e, a menos que você seja um grande amigo, não vai ficar sabendo nem mesmo através do meu mural no Facebook. É que eu preservo os meus momentos difíceis ao invés de sair por aí estampando nas paredes de computadores e celulares de pessoas que só precisam de um motivo para se sentir melhores (com o fracasso alheio).
Outra coisa que aprendi foi limitar o acesso de pessoas na minha vida. Muitos passam por aqui, mas poucos ficam. A porta do meu coração só é aberta para alguns, só para os verdadeiros e os verdadeiros hoje em dia, infelizmente são raros; estão em extinção. Por tanto, se você é um desses que tem presença confirmada no meu dia, na minha vida e constrói junto comigo a minha história, comemore, pois és importante de maneira incalculável para mim.
Sabe, quando a gente compreende que a vida é difícil, mas que cabe a nós, tentarmos simplificá-la, tudo passa a ser mais objetivo e fica em nossas mãos a responsabilidade de sermos felizes. A expectativa aponta para o nosso reflexo e não mais para os outros que na maioria das vezes, estão pouco se lixando para o que sentimos. E essa compreensão é incrível porque quando a gente vive em busca da nossa felicidade para obter uma vida plena, leve e tranqüila, passamos a viver em constante aprendizado. Porque afinal, ser feliz é ser humilde o suficiente para se permitir aprender com os erros e os acertos. Ser feliz é ser acessível a tudo e a todos.
Hoje eu tento cultivar alegria em abundância porque a vida é muito melhor quando a gente está sorrindo. Por tanto, até quando estou triste, procuro abrir um sorriso, por mais singelo que ele seja. Acredito firmemente que assim, sorrindo e não sendo tão vulnerável a ser um objeto descartável para pessoas, a gente consegue superar os nossos tropeços e traumas com mais habilidade e rapidez. Ou ao menos, eles passam a pesar menos nas nossas costas.
Resumindo tudo: A vida já me pregou tantas peças, já me causou tantas cicatrizes, que hoje eu aprendi a me amar mais. Quem me vê, me vê sempre com um sorriso tatuado no rosto e ó, é melhor se acostumar porque vai ser sempre assim. Sabe como é: tenho andado sem tempo para a infelicidade.
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Sobre o autor: Wesley Néry, mas pode chamar de Wes. Tem 19 anos, nasceu, vive em Manaus, e sonha em bater as asas em breve. Canceriano, perfeccionista, sonhador e um ótimo ouvinte. Desabafa pelos dedos no Word ou em qualquer linha torta que estiver mais próxima apenas pelo prazer de brincar com as palavras. Segue lá no twitter @weesleynery!
18.9.14
18.9.14
Você me perguntou porque eu havia parado de escrever sobre as coisas que sinto. Arregalei os olhos como se estivesse surpresa. Aquela era uma questão recorrente, de fato, mas eu não achei que estivesse tão óbvio assim. Dei de ombros e disse em outras palavras que a culpa era da sua falta de interesse. Quero dizer, textos como esse continuaram nascendo na minha mente durante todas as noites de insônia. Estou absolutamente familiarizada com as incógnitas que preenchem esses parágrafos, mas cansei do drama. Não quero mais impressionar ninguém. Nem o espelho.
Te culpo um pouco por ter roubado minha intensidade corriqueira. Mas são tantas fases e depois de você foram tantos chefões quase invencíveis. A tal da inocência a gente perde com a vida e as lições do cotidiano nos ensinam a preservar o tempo que sobra. Foi assim que me dei conta de que às vezes é mais fácil simplesmente deixar a dor na forma mais bruta. Sem críticos ou curiosos que opinam sobre as escolhas que fiz e a profundidade das cicatrizes que ficam.
Algumas coisas ainda me assustam e não sei se vai fazer sentido dizendo assim, mas elas é que me fazem lembrar de você. Será que ainda compartilhamos da mesma estranheza do mundo ou nos transformamos em velocidades tão diferentes ao ponto de nos estranharmos? Talvez eu nunca descubra.
Das vontades que tive, a única que sobreviveu ao tempo é a de dizer um monte de besteira sem ter certeza e não me importar com as consequências, como costumava ser nos intervalos das aulas de sociologia no caminho até a cantina. Você parecia me conhecer tão bem ao ponto de não me levar tão a sério o tempo todo. Ouvia minhas teorias e pedia bis. Nunca mais encontrei alguém que fizesse isso tão bem.
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Sobre a autora: A Bruna Vieira, é dona de um dos meus blogs de textos favoritos (aqui!). Ela tem 18 anos e nasceu em Leopoldina, mas hoje graças ao sucesso do seu blog mora em São Paulo. "Vivo mudando de opinião o tempo todo mesmo. Vai saber."
Continue não me levando tão a sério assim
Você me perguntou porque eu havia parado de escrever sobre as coisas que sinto. Arregalei os olhos como se estivesse surpresa. Aquela era uma questão recorrente, de fato, mas eu não achei que estivesse tão óbvio assim. Dei de ombros e disse em outras palavras que a culpa era da sua falta de interesse. Quero dizer, textos como esse continuaram nascendo na minha mente durante todas as noites de insônia. Estou absolutamente familiarizada com as incógnitas que preenchem esses parágrafos, mas cansei do drama. Não quero mais impressionar ninguém. Nem o espelho.
Te culpo um pouco por ter roubado minha intensidade corriqueira. Mas são tantas fases e depois de você foram tantos chefões quase invencíveis. A tal da inocência a gente perde com a vida e as lições do cotidiano nos ensinam a preservar o tempo que sobra. Foi assim que me dei conta de que às vezes é mais fácil simplesmente deixar a dor na forma mais bruta. Sem críticos ou curiosos que opinam sobre as escolhas que fiz e a profundidade das cicatrizes que ficam.
Algumas coisas ainda me assustam e não sei se vai fazer sentido dizendo assim, mas elas é que me fazem lembrar de você. Será que ainda compartilhamos da mesma estranheza do mundo ou nos transformamos em velocidades tão diferentes ao ponto de nos estranharmos? Talvez eu nunca descubra.
Das vontades que tive, a única que sobreviveu ao tempo é a de dizer um monte de besteira sem ter certeza e não me importar com as consequências, como costumava ser nos intervalos das aulas de sociologia no caminho até a cantina. Você parecia me conhecer tão bem ao ponto de não me levar tão a sério o tempo todo. Ouvia minhas teorias e pedia bis. Nunca mais encontrei alguém que fizesse isso tão bem.
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Sobre a autora: A Bruna Vieira, é dona de um dos meus blogs de textos favoritos (aqui!). Ela tem 18 anos e nasceu em Leopoldina, mas hoje graças ao sucesso do seu blog mora em São Paulo. "Vivo mudando de opinião o tempo todo mesmo. Vai saber."
5.9.14
5.9.14
Não sei exatamente quando acontece, mas uma hora dá um clique. Tem sempre um motivo ou outro para reclamar, é claro, e a internet deixa tudo ainda mais tentador. Mas a vida, quando a gente cresce e arranja problemas de verdade, acaba ocupando tanto tempo que a gente tem que empurrar o mimimi pra longe. De vez em quando bate medo, dá desespero, surge aquela pontinha de vontade de sentar e chorar e procurar a mãe, mas, na maioria das vezes, só nos resta respirar fundo e tentar achar qualquer solução.
É claro que eu não tenho a solução pra tudo e, na maior parte das vezes, erro e erro de novo até aprender. E aí um ombro amigo é sempre bom. Ou um abraço de alguém que sabe o quanto a gente se esforçou para, no fim, acabar não chegando a lugar algum. A questão é que não dá para se colocar no lugar de vítima sempre. A gente precisa assumir responsabilidade pelas nossas escolhas, pelos caminhos que tomamos e pelo jeito que a nossa vida está. Afinal, é nossa, não é?
Outro dia, me perguntaram qual mágica fiz para conseguir parar de stalkear uma pessoa que eu vivia querendo saber sobre. Pensei rápido e só consegui uma resposta: arranjei problemas maiores. E é a verdade. Fui tendo tanta coisa para pensar nas poucas 24 horas de um dia que cansei do drama. É muita conta, muito trabalho, muitas decisões profissionais, muitas ideias de futuro para perder tempo com quem sequer sabe o que quer da vida. Com quem mal consegue decidir se nos quer em sua vida. Preguiça, né?
Reclamar, de vez em quando, faz bem. Desabafar é sempre bom. Colocar para fora o que fica preso no peito é uma necessidade de todo mundo. Escrever um texto dizendo “cansei” é normal. Mas, uma hora ou outra, a gente tem que perceber que, se quiser alguma coisa na vida, ficar reclamando e se vitimizando não vai adiantar de nada. Ninguém corre atrás dos nossos sonhos. Uma hora a gente aprende: a nossa vida depende é da gente.
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Sobre o autor: Karine Rosa, beirando os 21 anos, eu ainda não sei ao certo o que espero da vida. Mas sei que, o que quer que seja, tem algo a ver com as palavras. Nessa fase, estou em treino para ser jornalista, escritora e gente grande (seja lá o que isso significa). Tenho extrema dificuldade em imaginar minha vida daqui há 5 anos e extremo pavor que me chamem de KarinA. De resto, ainda acredito nas pessoas, na força das palavras e no apocalipse zumbi. Um punhado de sonhos e um coração bobo: deu nisso aí.
Quando a gente cansa do drama
Não sei exatamente quando acontece, mas uma hora dá um clique. Tem sempre um motivo ou outro para reclamar, é claro, e a internet deixa tudo ainda mais tentador. Mas a vida, quando a gente cresce e arranja problemas de verdade, acaba ocupando tanto tempo que a gente tem que empurrar o mimimi pra longe. De vez em quando bate medo, dá desespero, surge aquela pontinha de vontade de sentar e chorar e procurar a mãe, mas, na maioria das vezes, só nos resta respirar fundo e tentar achar qualquer solução.
É claro que eu não tenho a solução pra tudo e, na maior parte das vezes, erro e erro de novo até aprender. E aí um ombro amigo é sempre bom. Ou um abraço de alguém que sabe o quanto a gente se esforçou para, no fim, acabar não chegando a lugar algum. A questão é que não dá para se colocar no lugar de vítima sempre. A gente precisa assumir responsabilidade pelas nossas escolhas, pelos caminhos que tomamos e pelo jeito que a nossa vida está. Afinal, é nossa, não é?
Outro dia, me perguntaram qual mágica fiz para conseguir parar de stalkear uma pessoa que eu vivia querendo saber sobre. Pensei rápido e só consegui uma resposta: arranjei problemas maiores. E é a verdade. Fui tendo tanta coisa para pensar nas poucas 24 horas de um dia que cansei do drama. É muita conta, muito trabalho, muitas decisões profissionais, muitas ideias de futuro para perder tempo com quem sequer sabe o que quer da vida. Com quem mal consegue decidir se nos quer em sua vida. Preguiça, né?
Reclamar, de vez em quando, faz bem. Desabafar é sempre bom. Colocar para fora o que fica preso no peito é uma necessidade de todo mundo. Escrever um texto dizendo “cansei” é normal. Mas, uma hora ou outra, a gente tem que perceber que, se quiser alguma coisa na vida, ficar reclamando e se vitimizando não vai adiantar de nada. Ninguém corre atrás dos nossos sonhos. Uma hora a gente aprende: a nossa vida depende é da gente.
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Sobre o autor: Karine Rosa, beirando os 21 anos, eu ainda não sei ao certo o que espero da vida. Mas sei que, o que quer que seja, tem algo a ver com as palavras. Nessa fase, estou em treino para ser jornalista, escritora e gente grande (seja lá o que isso significa). Tenho extrema dificuldade em imaginar minha vida daqui há 5 anos e extremo pavor que me chamem de KarinA. De resto, ainda acredito nas pessoas, na força das palavras e no apocalipse zumbi. Um punhado de sonhos e um coração bobo: deu nisso aí.
8.8.14
8.8.14
Bom dia dormiu bem? Se sim, que belezura. Se não, mais tarde a noite cai outra vez. Agora está na hora de colocar a vida no eixo, de qualquer jeito, ainda que sem jeito. Aproveita que o dia amanheceu tranqüilo e empurra para frente essa postura que anda enrolada, torta, problemática. Isso é falta de felicidade, hein? Tem quanto tempo que você anda sorrindo, apenas por sorrir? Sem vê graça nas coisas e caminhando sem direção? Tá na hora de mudar essa realidade, não acha? Eu acho.
Estou sabendo que aí dentro, desse corpo molengo, sedentário e quase amargo, habitam sonhos que se esfriaram com o tempo. Planos que perderam a força e o rascunho daquele seu futuro bem sucedido, por algum motivo acabou sendo dobrado e está aí, no bolso dessa calça jeans velha, com rasgos de uma caminhada atordoada e de fracassos acumulados. O que você acha de aproveitar o calor para aquecer de novo esses sonhos quase perdidos? O que você me diz sobre tirar do bolso esse papel amassado e cheio de desejos, e começar a riscá-los um por um?
Eu preciso-te dizer que conheço essa realidade. Ela é dificultosa, complicada e mentirosa. Quando o mundo começa a desabar, está entre as nossas opções (a) desistir de tudo, (b) sentir pena de nós mesmos, (c) não conseguir visualizar capacidade para conseguir, (d) reclamar, reclamar e reclamar. Mas hoje, por algum motivo você está lendo este texto e, ainda que não esteja passando por dificuldades parecidas, vou te oferecer uma nova opção. A letra (e): de esperar, agüentar firme e continuar. Tentar, tentar, tentar até não agüentar mais, e quando não agüentar mais, tentar mais uma vez.
É covardia trancar nossos sonhos dentro de uma gaveta e esquecê-los simplesmente porque não deu certo nas nove vezes que tentamos. Todo mundo sabe que no tempo certo, tudo vem. Mas para que venha, é necessário esforço, empenho, dedicação e paciência. Paciência essa que infelizmente, não temos um grande estoque disponível.
Mas hoje está na hora de fazer diferente. Pare de dar ouvido aos teus pensamentos cautelosos, arrisca, pelo amor de Deus, arrisca. Tenta, se joga, encara, muda de rumo, de roupa, de toque, de sabores. Investe pesado nos teus objetivos e não aceita as sentenças negativa, por favor, não aceita. A vida é especialista em dar rasteiras para que você seja especialista em levantar-se delas.
Eu sinceramente acho que você pode mais do que tem feito. Mais do que tem desejado e mais do que tem vivido. E olha que eu nem te conheço, mas tenho certeza que você é capaz e que consegue. Todos nós somos. Então começa a se mexer. Expulsa dessa mente os vírus do seu sistema. Reconfigura o seu foco, aponta para uma direção e crie disposição para encarar todas as tempestades que o seu pequeno barco tiver de enfrentar pela frente. Eu te garanto que quando você atravessar esse oceano, tudo vai ter valido a pena. Cada falta de ar, cada gota salgada que transbordou pelos olhos e cada calo nos pés.
Não espere que alguém faça por você aquilo que até você mesmo, já não acredita mais que possa acontecer ou dar certo. Faça valer seu tempo, sua vida e seus sonhos. Acorda e vive!
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Sobre o autor: Wesley Néry, mas pode chamar de Wes. Tem 19 anos, nasceu, vive em Manaus, e sonha em bater as asas em breve. Canceriano, perfeccionista, sonhador e um ótimo ouvinte. Desabafa pelos dedos no Word ou em qualquer linha torta que estiver mais próxima apenas pelo prazer de brincar com as palavras. Segue lá no twitter @weesleynery!
Acorde e Viva
Bom dia dormiu bem? Se sim, que belezura. Se não, mais tarde a noite cai outra vez. Agora está na hora de colocar a vida no eixo, de qualquer jeito, ainda que sem jeito. Aproveita que o dia amanheceu tranqüilo e empurra para frente essa postura que anda enrolada, torta, problemática. Isso é falta de felicidade, hein? Tem quanto tempo que você anda sorrindo, apenas por sorrir? Sem vê graça nas coisas e caminhando sem direção? Tá na hora de mudar essa realidade, não acha? Eu acho.
Estou sabendo que aí dentro, desse corpo molengo, sedentário e quase amargo, habitam sonhos que se esfriaram com o tempo. Planos que perderam a força e o rascunho daquele seu futuro bem sucedido, por algum motivo acabou sendo dobrado e está aí, no bolso dessa calça jeans velha, com rasgos de uma caminhada atordoada e de fracassos acumulados. O que você acha de aproveitar o calor para aquecer de novo esses sonhos quase perdidos? O que você me diz sobre tirar do bolso esse papel amassado e cheio de desejos, e começar a riscá-los um por um?
Eu preciso-te dizer que conheço essa realidade. Ela é dificultosa, complicada e mentirosa. Quando o mundo começa a desabar, está entre as nossas opções (a) desistir de tudo, (b) sentir pena de nós mesmos, (c) não conseguir visualizar capacidade para conseguir, (d) reclamar, reclamar e reclamar. Mas hoje, por algum motivo você está lendo este texto e, ainda que não esteja passando por dificuldades parecidas, vou te oferecer uma nova opção. A letra (e): de esperar, agüentar firme e continuar. Tentar, tentar, tentar até não agüentar mais, e quando não agüentar mais, tentar mais uma vez.
É covardia trancar nossos sonhos dentro de uma gaveta e esquecê-los simplesmente porque não deu certo nas nove vezes que tentamos. Todo mundo sabe que no tempo certo, tudo vem. Mas para que venha, é necessário esforço, empenho, dedicação e paciência. Paciência essa que infelizmente, não temos um grande estoque disponível.
Mas hoje está na hora de fazer diferente. Pare de dar ouvido aos teus pensamentos cautelosos, arrisca, pelo amor de Deus, arrisca. Tenta, se joga, encara, muda de rumo, de roupa, de toque, de sabores. Investe pesado nos teus objetivos e não aceita as sentenças negativa, por favor, não aceita. A vida é especialista em dar rasteiras para que você seja especialista em levantar-se delas.
Eu sinceramente acho que você pode mais do que tem feito. Mais do que tem desejado e mais do que tem vivido. E olha que eu nem te conheço, mas tenho certeza que você é capaz e que consegue. Todos nós somos. Então começa a se mexer. Expulsa dessa mente os vírus do seu sistema. Reconfigura o seu foco, aponta para uma direção e crie disposição para encarar todas as tempestades que o seu pequeno barco tiver de enfrentar pela frente. Eu te garanto que quando você atravessar esse oceano, tudo vai ter valido a pena. Cada falta de ar, cada gota salgada que transbordou pelos olhos e cada calo nos pés.
Não espere que alguém faça por você aquilo que até você mesmo, já não acredita mais que possa acontecer ou dar certo. Faça valer seu tempo, sua vida e seus sonhos. Acorda e vive!
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Sobre o autor: Wesley Néry, mas pode chamar de Wes. Tem 19 anos, nasceu, vive em Manaus, e sonha em bater as asas em breve. Canceriano, perfeccionista, sonhador e um ótimo ouvinte. Desabafa pelos dedos no Word ou em qualquer linha torta que estiver mais próxima apenas pelo prazer de brincar com as palavras. Segue lá no twitter @weesleynery!
30.7.14
30.7.14
Leia Escutando:
É involuntário, quando me distraio por cinco minutos já estou ao seu lado. Quero dizer, estou pensando em estar ao seu lado. Pensando no que diria olhando no fundo dos seus olhos amendoados, e como seria minha reação diante de suas respostas. Ah, suas respostas. Por que você tem que ser sempre aquele que diz entrelinhas? Aliás, nunca entendi muito bem o que quer dizer entrelinhas. Entre as linhas. O que tem entre as linhas senão um espaço em branco? Não é mesmo? Eu só consigo enxergar o que está ali na minha frente, e de preferência que esteja em um outdoor cheio de cores e luzes que é para não correr o risco de passar batido. Mas você não faz isso e parece que é só para me irritar. Você adora me ver irritada. Tudo bem, deve ser mesmo engraçado ver alguém mordendo os lábios ao mesmo tempo em que dá olhares apreensivos para os lados. Vai, pode rir. Eu adoro o som da sua gargalhada! Por outro lado odeio o fato de que você me desmonta como uma casinha de lego todas às vezes em que sorri…
Você é o silêncio, e eu toda palavras. Você fala baixinho enquanto eu sou aquela que grita. Você diz tudo quando não diz nada, e eu, bem, digo tudo porque não consigo me conter em pensamentos. Sou um livro aberto, daqueles que convidam o leitor a ficar mais um pouquinho para ler a próxima página. Você é um diário com cadeado trancado dentro de um baú. E me incomoda muito o fato de que eu ainda não tenha achado a chave, ou descoberto a senha.
Eu quero dar uma volta ao mundo em um dia ao seu lado, mas você diz que temos todo o tempo do mundo para isso, e sultimente, acaricia meus cabelos. Eu gosto de planejar o futuro minuciosamente, você sorri despreocupado e diz que não se importa muito com isso. Por favor, se importe. Por amor, fique. Eu me descabelo só de pensar em te perder, você me olha com ternura e me dá a segurança que tanto preciso. Se eu pudesse pegar para mim o infinito do universo, eu te dava. Sou toda exageros. Mas você daria um jeitinho de me mostrar que o que vale mesmo é o que tem dentro de nós. E que isso é maior que qualquer infinito. Tenho vontade de dizer que te amo toda vez que te vejo, e você não precisa dizer que ama, porque quando vejo a ternura em seus olhos, eu simplesmente sei…
Quando penso em você, penso em branco. Uma página em branco que espera desesperadamente o seu encontro com a tinta capaz de escrever histórias incríveis. A nossa história. Quando penso em você, penso em escrever um livro. Dois. Três. Contando sobre histórias de amor que nunca aconteceram na realidade, mas que na minha imaginação, sempre vão existir.
Me perdoe por esse texto enorme e por ser sempre ansiosa. Só de pensar em como você vai reagir ao ler esse texto, meu estômago se revira todinho. Por favor, dê aquele sorriso, me dê as mãos e vamos viver a 300 km por hora. Claro, usando cinto de segurança.
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Sobre a autora: Isabela Freitas é escritora, blogueira, e exagerada. Louca por histórias de amor, desenhos animados, e bichinhos de rua. Prega o desapego às coisas que não lhe fazem bem, e acredita que o otimismo e palavras bonitas podem mudar vidas. E aí, pronto para mudar a sua?
Quando eu falo sobre você
Leia Escutando:
É involuntário, quando me distraio por cinco minutos já estou ao seu lado. Quero dizer, estou pensando em estar ao seu lado. Pensando no que diria olhando no fundo dos seus olhos amendoados, e como seria minha reação diante de suas respostas. Ah, suas respostas. Por que você tem que ser sempre aquele que diz entrelinhas? Aliás, nunca entendi muito bem o que quer dizer entrelinhas. Entre as linhas. O que tem entre as linhas senão um espaço em branco? Não é mesmo? Eu só consigo enxergar o que está ali na minha frente, e de preferência que esteja em um outdoor cheio de cores e luzes que é para não correr o risco de passar batido. Mas você não faz isso e parece que é só para me irritar. Você adora me ver irritada. Tudo bem, deve ser mesmo engraçado ver alguém mordendo os lábios ao mesmo tempo em que dá olhares apreensivos para os lados. Vai, pode rir. Eu adoro o som da sua gargalhada! Por outro lado odeio o fato de que você me desmonta como uma casinha de lego todas às vezes em que sorri…
Você é o silêncio, e eu toda palavras. Você fala baixinho enquanto eu sou aquela que grita. Você diz tudo quando não diz nada, e eu, bem, digo tudo porque não consigo me conter em pensamentos. Sou um livro aberto, daqueles que convidam o leitor a ficar mais um pouquinho para ler a próxima página. Você é um diário com cadeado trancado dentro de um baú. E me incomoda muito o fato de que eu ainda não tenha achado a chave, ou descoberto a senha.
Eu quero dar uma volta ao mundo em um dia ao seu lado, mas você diz que temos todo o tempo do mundo para isso, e sultimente, acaricia meus cabelos. Eu gosto de planejar o futuro minuciosamente, você sorri despreocupado e diz que não se importa muito com isso. Por favor, se importe. Por amor, fique. Eu me descabelo só de pensar em te perder, você me olha com ternura e me dá a segurança que tanto preciso. Se eu pudesse pegar para mim o infinito do universo, eu te dava. Sou toda exageros. Mas você daria um jeitinho de me mostrar que o que vale mesmo é o que tem dentro de nós. E que isso é maior que qualquer infinito. Tenho vontade de dizer que te amo toda vez que te vejo, e você não precisa dizer que ama, porque quando vejo a ternura em seus olhos, eu simplesmente sei…
Quando penso em você, penso em branco. Uma página em branco que espera desesperadamente o seu encontro com a tinta capaz de escrever histórias incríveis. A nossa história. Quando penso em você, penso em escrever um livro. Dois. Três. Contando sobre histórias de amor que nunca aconteceram na realidade, mas que na minha imaginação, sempre vão existir.
Me perdoe por esse texto enorme e por ser sempre ansiosa. Só de pensar em como você vai reagir ao ler esse texto, meu estômago se revira todinho. Por favor, dê aquele sorriso, me dê as mãos e vamos viver a 300 km por hora. Claro, usando cinto de segurança.
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Sobre a autora: Isabela Freitas é escritora, blogueira, e exagerada. Louca por histórias de amor, desenhos animados, e bichinhos de rua. Prega o desapego às coisas que não lhe fazem bem, e acredita que o otimismo e palavras bonitas podem mudar vidas. E aí, pronto para mudar a sua?
10.7.14
10.7.14
Hoje eu amanheci com necessidade de você. De qualquer jeito. De qualquer maneira. Com todas as suas imperfeições e repleta de qualidades que tanto me encantam. Amanheci com sintomas de saudade, mas garanto que não é arrependimento, nem culpa. É só vontade de te ver sorrir de novo, de te cheirar, de te tocar. É só uma vontade áspera de te amar mais uma vez. Só mais uma.
Tem dias que estamos tão vulneráveis ao amor que basta uma foto, uma canção ou uma singela lembrança, para que o coração comece a ficar sufocado. E hoje, acordei diabetes de amor, necessitando urgentemente da insulina do teu beijo. Daquele beijo que jamais conseguiu ter um substituto.
Querida, o tempo passa, é verdade. Mas aquilo que nos marca, ecoa dentro da nossa cabeça para sempre. Às vezes a lembrança fica leve, fininha e incolor. Mas assim como o vento, ela sempre faz questão de vir de repente e nos abraçar. E cada toque é um arrepio, cada flash de lembrança boa é um sorriso e cada cheiro que volta à tona, é uma sensação que foge da minha capacidade de conseguir explicar.
Hoje eu te queria aqui comigo, envolvida nos meus braços e vestida apenas pelo mesmo lençol que me cobre. Doses fortes de nostalgia me fizeram sentir carência nesta manhã de quinta. O dia amanheceu gelado. O sol coberto. A janela está decorada com gotas e no meu quarto faz 14 graus de frio e saudade.
Não sei por onde andas, nem com quem andas, eu só sei que te queria aqui, agora, porque sei que tu ama um céu nublado e uma cama desarrumada. E aqui tem os dois, só falta o principal: a tua presença.
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Sobre o autor: Wesley Néry, mas pode chamar de Wes. Tem 19 anos, nasceu, vive em Manaus, e sonha em bater as asas em breve. Canceriano, perfeccionista, sonhador e um ótimo ouvinte. Desabafa pelos dedos no Word ou em qualquer linha torta que estiver mais próxima apenas pelo prazer de brincar com as palavras. Segue lá no twitter @weesleynery!
14 graus de frio e saudade
Hoje eu amanheci com necessidade de você. De qualquer jeito. De qualquer maneira. Com todas as suas imperfeições e repleta de qualidades que tanto me encantam. Amanheci com sintomas de saudade, mas garanto que não é arrependimento, nem culpa. É só vontade de te ver sorrir de novo, de te cheirar, de te tocar. É só uma vontade áspera de te amar mais uma vez. Só mais uma.
Tem dias que estamos tão vulneráveis ao amor que basta uma foto, uma canção ou uma singela lembrança, para que o coração comece a ficar sufocado. E hoje, acordei diabetes de amor, necessitando urgentemente da insulina do teu beijo. Daquele beijo que jamais conseguiu ter um substituto.
Querida, o tempo passa, é verdade. Mas aquilo que nos marca, ecoa dentro da nossa cabeça para sempre. Às vezes a lembrança fica leve, fininha e incolor. Mas assim como o vento, ela sempre faz questão de vir de repente e nos abraçar. E cada toque é um arrepio, cada flash de lembrança boa é um sorriso e cada cheiro que volta à tona, é uma sensação que foge da minha capacidade de conseguir explicar.
Hoje eu te queria aqui comigo, envolvida nos meus braços e vestida apenas pelo mesmo lençol que me cobre. Doses fortes de nostalgia me fizeram sentir carência nesta manhã de quinta. O dia amanheceu gelado. O sol coberto. A janela está decorada com gotas e no meu quarto faz 14 graus de frio e saudade.
Não sei por onde andas, nem com quem andas, eu só sei que te queria aqui, agora, porque sei que tu ama um céu nublado e uma cama desarrumada. E aqui tem os dois, só falta o principal: a tua presença.
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Sobre o autor: Wesley Néry, mas pode chamar de Wes. Tem 19 anos, nasceu, vive em Manaus, e sonha em bater as asas em breve. Canceriano, perfeccionista, sonhador e um ótimo ouvinte. Desabafa pelos dedos no Word ou em qualquer linha torta que estiver mais próxima apenas pelo prazer de brincar com as palavras. Segue lá no twitter @weesleynery!
4.7.14
4.7.14
Se para crescer a gente não precisasse errar, talvez eu nunca tivesse acreditado naquela amiga que jurou que não ia me magoar e magoou. Talvez eu não tivesse magoado gente que amava muito, mesmo quando essa não era a intenção. Mas provavelmente, também, eu não teria aprendido a valorizar quem fica, não teria entendido a importância de perdoar as falhas das pessoas e de pensar mil vezes antes de falar algo que pode atingir o outro.
Se para crescer não precisasse doer, talvez eu nunca tivesse conhecido aquele carinha que me tratou como uma qualquer. Talvez nunca tivesse virado noites inteiras chorando amores não correspondidos. Nem feridas que fizeram sem o menor cuidado no meu peito. Mas eu também não teria, finalmente, parado de dar atenção para os mesmos tipinhos de caras errados e começado a prestar atenção naqueles que sempre estiveram aqui para me dar a mão.
Se para amadurecer a gente não precisasse quebrar a cara, talvez eu ainda fosse a menina escandalosa que adorava uma boa briga e que gostava de bater de frente apenas pelo prazer de ganhar – sabe-se lá o quê. Se eu não tivesse caído, se não tivesse levado rasteiras, se não tivesse dado de cara no chão, talvez eu ainda vivesse na minha bolha da adolescência, quando achava que os meus problemas eram os maiores do mundo. E que o mundo, esse malvado, era injusto só comigo.
Se eu tivesse acertado sempre, talvez eu não soubesse da alegria que é a oportunidade de poder se reinventar. Aprender mais. Mudar de opinião, entender os valores das outras pessoas, conhecer outras realidades, perceber que se dói em mim, dói no outro também. Talvez eu nunca tivesse ido, voltado, começado e recomeçado. Talvez eu não tivesse baixado a bola, diminuído o tom, começado a silenciar. Talvez eu nunca tivesse aprendido. Talvez, até, sequer tivesse crescido.
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Sobre o autor: Beirando os 21 anos, eu ainda não sei ao certo o que espero da vida. Mas sei que, o que quer que seja, tem algo a ver com as palavras. Nessa fase, estou em treino para ser jornalista, escritora e gente grande (seja lá o que isso significa). Tenho extrema dificuldade em imaginar minha vida daqui há 5 anos e extremo pavor que me chamem de KarinA. De resto, ainda acredito nas pessoas, na força das palavras e no apocalipse zumbi. Um punhado de sonhos e um coração bobo: deu nisso aí.
A gente cresce quebrando a cara
Se para crescer a gente não precisasse errar, talvez eu nunca tivesse acreditado naquela amiga que jurou que não ia me magoar e magoou. Talvez eu não tivesse magoado gente que amava muito, mesmo quando essa não era a intenção. Mas provavelmente, também, eu não teria aprendido a valorizar quem fica, não teria entendido a importância de perdoar as falhas das pessoas e de pensar mil vezes antes de falar algo que pode atingir o outro.
Se para crescer não precisasse doer, talvez eu nunca tivesse conhecido aquele carinha que me tratou como uma qualquer. Talvez nunca tivesse virado noites inteiras chorando amores não correspondidos. Nem feridas que fizeram sem o menor cuidado no meu peito. Mas eu também não teria, finalmente, parado de dar atenção para os mesmos tipinhos de caras errados e começado a prestar atenção naqueles que sempre estiveram aqui para me dar a mão.
Se para amadurecer a gente não precisasse quebrar a cara, talvez eu ainda fosse a menina escandalosa que adorava uma boa briga e que gostava de bater de frente apenas pelo prazer de ganhar – sabe-se lá o quê. Se eu não tivesse caído, se não tivesse levado rasteiras, se não tivesse dado de cara no chão, talvez eu ainda vivesse na minha bolha da adolescência, quando achava que os meus problemas eram os maiores do mundo. E que o mundo, esse malvado, era injusto só comigo.
Se eu tivesse acertado sempre, talvez eu não soubesse da alegria que é a oportunidade de poder se reinventar. Aprender mais. Mudar de opinião, entender os valores das outras pessoas, conhecer outras realidades, perceber que se dói em mim, dói no outro também. Talvez eu nunca tivesse ido, voltado, começado e recomeçado. Talvez eu não tivesse baixado a bola, diminuído o tom, começado a silenciar. Talvez eu nunca tivesse aprendido. Talvez, até, sequer tivesse crescido.
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Sobre o autor: Beirando os 21 anos, eu ainda não sei ao certo o que espero da vida. Mas sei que, o que quer que seja, tem algo a ver com as palavras. Nessa fase, estou em treino para ser jornalista, escritora e gente grande (seja lá o que isso significa). Tenho extrema dificuldade em imaginar minha vida daqui há 5 anos e extremo pavor que me chamem de KarinA. De resto, ainda acredito nas pessoas, na força das palavras e no apocalipse zumbi. Um punhado de sonhos e um coração bobo: deu nisso aí.
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