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25.6.14

25.6.14

Filme: Amor Sem Fim


Sabe aqueles dias em que você quer simplesmente passar o dia deitada na cama, vendo os filmes mais melosos possíveis? Pois é, esse é o resumo completo do meu São João! Preferi aproveitar em casa, vendo filmes, lendo livros e tudo de mais caseiro possível. E foi em meio a tantos filmes que um roubou meu coração por completo: Amor Sem Fim. Sabe aqueles filmes que literalmente roubam o seu coração e lhe deixam sem fôlego?

Aquele filme que nos da vontade se apaixonar sempre e nunca deixar de acreditar que algo tão bom assim pode acontecer. Ok, é só um filme, mas um dia sempre aocntece alguma coisinha, né? Amor Sem Fim é o novo filme do Alex Pettyfer e confesso a vocês que só de assistir o trailer eu não dava absolutamente nada pelo filme. Mas é envolvente do começo ao fim.

SINOPSE

Jade Butterfield (Gabriella Wilde) é uma jovem superprotegida pelos pais, que aparenta ter um futuro brilhante pela frente. Só que ela se apaixona perdidamente por David Elliott (Alex Pettyfer), um jovem mais humilde que tem um passado conturbado. O relacionamento não é aprovado pelo pai de Jade, Hugh (Bruce Greenwood), que recomenda cautela à filha. Ainda assim, ela se entrega de corpo e alma à paixão por David.



Simplesmente lindo!


14.10.13

14.10.13

Click



Click é aquela sensação de que alguma coisa se modificou dentro da gente. É uma interrogação que o corpo se faz, um arrepio sem procedência, um sorriso espontâneo provocado pelo timbre da voz. Click é um sinal interno de que o seu dia mudou de nome a partir de então.

Nunca esperamos o click. Pode ser num olhar, numa conversa ao telefone, ou em um esbarrão no meio da festa. Naqueles segundos em que os corpos se encontram, mas não se enxergam, você já sente algo estranho, familiar. O click é um sentimento confuso, sem identidade, chega quando quer e entra no peito sem avisar.

Certa vez, o click apareceu antes mesmo de conhecê-la pessoalmente. Só de ouvir falar nela, senti uma empatia genuína, um carinho instantâneo e, a partir dali, minhas reações extrapolaram qualquer normalidade aparente. Eu só provocava um assunto com nosso amigo em comum. Sem me dar conta, demonstrava interesse por alguém que meu olfato ainda não reconhecia, que apenas meu sexto sentido identificava. O click invade sem que você perceba e abre as portas para o encantamento. Uma vez encantado, não há espaço para raciocinar.

Eu nunca havia tocado nela, olhado pra ela, mas bastava falarem dela - inclusive com outros caras – e eu sentia ciúmes, vontade de protegê-la. O curioso é que nem assim eu imaginava que algo estava acontecendo, talvez por tudo isso ser uma grande loucura da minha parte. Ingenuidade. O click tem um quê de insanidade.

Não é raro sentir atração por alguém que não conhecemos ou não vimos o rosto. Para haver o click, a pessoa nem precisa ser bonita, engraçada, ou ter um bom papo. O click é irracional e não significa que se transformará em paixão. O click é o embrião do sentimento, pode durar horas, ou alguns dias. É um estalo do coração, brilho efêmero dos olhos. Desperta a vontade de ser feliz.

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Sobre o autor: Chico Garcia é jornalista e cronista da vida real. Romances, experiências e novas descobertas em cada palavra, em cada memória. Visitem o site dele!

15.8.13

15.8.13

Entrevista com o ator Pedro Malta




Se você assistiu Coração de Estudante, Prova de Amor, Mutantes ou Vidas em Jogo, você com certeza vai se lembrar do Pedro Malta. Começou a carreira desde cedo, com apenas 6 anos interpretando o Felipe em Coração de Estudante, foi uma descoberta e tanto que mudou completamente a sua vida. Hoje com 19 anos, ele continua fazendo o maior sucesso, já com algumas propostas de trabalhos futuros em mente. Nessas últimas semanas, o ator foi convidado para vir até minha cidade e participar na divulgação do curso de atores incrível que vai rolar por aqui.

Durante algumas idas minhas ao shopping, acabei conhecendo o Pedro, super simpático e atencioso com todas as fãs que pediam para tirar fotos com ele. Depois de conversar um pouquinho com ele, junto com a minha amiga Ingryd Marimon (ela fica no stand do curso junto com o Pedro e o diretor), tive a ideia de fazer uma entrevista com ele. Afinal, ninguém melhor para contar um pouquinho da sua vida e ajudar aos que tem o sonho de entrar na mesma profissão, do que o próprio Pedro. Enquanto andávamos pelo shopping, ele foi me contando um pouquinho da sua vida, do seu estilo pessoal, do que gostava de comprar e do quanto adorava passar horas na Zara com sua namorada, nem que seja só para ficar vendo as roupas.

Quando estávamos prestes a começar a entrevista, o Pedro não resistiu ao ver o salão e perguntar a mim e a Larissa (minha fotógrafa) se o seu cabelo ficaria mais bonito raspadinho, simplesmente não tivemos dúvidas de que sim! Então, enquanto o Pedro cortava o cabelo, fui fazendo as perguntas. Foi tudo bem divertido, respondeu super de boa e eu ficava tão impressionada com tudo que ele inclusive brincou comigo ao dizer que só nesse tempinho de entrevista já tinha descoberto qual era minha palavra favorita... "Sério?".





1. Como começou a sua carreira? Quantos anos tinha?

Bom, eu comecei a fazer vários VT'S comerciais e campanhas pra TV, a partir dos 3 anos de idade, eu fazia comerciais em Recife e eu cheguei a fazer em torno de uns 100 comerciais, entre os meus 3 e 6 anos de idade. E ai, com 6 anos de idade aconteceu que eu fui passar férias no Rio com a minha mãe e lá, durante uma reunião de família na nossa casa, minha irmã estava lendo assim uma revista, sabe tipo “Conta Mais”, “TiTi”. Na época rolava um chuxixo, que eles não estavam conseguindo encontrar um garoto com um rosto novo para fazer o filho do Fábio Assunção e acabou que minha irmã teve assim uma "presença divina", não sei explicar... E ela disse “Esse ai vai ser o Pedro”, ai a gente falou assim “Como assim vai ser o pedro? Cê ta maluca?” “Não, esse ai vai ser o Pedro, amanhã mesmo eu vou leva-lo la no Projac. Vou me informar, saber como esta rolando os testes.". Acabou que não era lá no Projac, era  no Jardim Botânico, que é a central da Globo, assim, a parte onde ficam os escritórios, vamos dizer assim a parte mais burocrática. Ai fomos lá, nos informamos como ia ser... Fomos fazer o teste e eu passei. Rolou uma peneira, ai dentro dessa peneira eu fiquei pra fazer mais um teste, foram 3 testes na verdade, onde eu disputei com no mínimo umas 3 mil crianças do Brasil inteiro. 

Ai eu passei e fiz o Lipe, que foi aquele sucesso que você deve imaginar, né. Dos meus 7 até os 8 eu fiz o Lipe, ai com 8 eu fiz Kubanacan, que também foi um sucesso bacana, assim na época, e depois eu fiz "Começar de Novo" na Globo e foi meu ultimo trabalho na casa. Passei uns 4 meses assim ocioso, me reinventado, fazendo uns cursos e tal, e ai aconteceu uma proposta para eu ir pra record, fiquei la durante 6 anos, de 2006 ate 2012. Fiz "Provas de Amor", depois eu fiz "Vidas Opostas", a "série" Mutantes e fiz "Vidas em Jogo"

E agora estou na fase de voltar pra Globo. Hoje em dia eu sou roteirista, desenvolvo roteiros para séries e uma delas tá agora pra virar Piloto pra um canal que eu não posso dizer qual é ainda.

2. Você acha que começar  a trabalhar cedo, mudou alguma coisa na sua vida? Você acha que teve uma infância "bem vivida"?

Eu acho que eu aprendi assim, noções de responsabilidade. Eu te diria que eu aprendi desde pequeno a ser muito disciplinado, então foram coisas, que depois na minha vida profissional, escolar, social me ajudaram a ser um cara mais pé no chão.

3. Qual a sensação de crescer diante do público?

Eu diria que qualquer pessoa pública, crescer assim, diante de alguém, é como você também ter um espelho da sua própria evolução, assim, porque as vezes a gente não se toca. Eu vejo, tipo, amigos meus que, vamos supor, a gente tinha um professor, e você se reencontra e ele fala “Nossa, como você cresceu cara!” e eu sinto que isso não acontece muito comigo, porque as pessoas puderam acompanhar pouco a pouco esse meu crescimento, elas sempre tiveram ligadas a isso. Tipo os caras q fazem Harry Potter, a gente pode acompanhar assim durante durante todo uma vida como eles mudaram e foi assim no mesmo caso comigo. O público pode acompanhar durante 10 anos, desde aquele garotinho que fazia o Lipe virar um adulto.




4. Como você começou a trabalhar muito cedo, acredito que você não tinha muita noção de como era receber críticas. Você recebeu muitas? Como você se sentiu diante disto?

Bom, é o que acontece... Eu acho que receber criticas faz parte do processo de amadurecimento, acho que a gente não pode achar que ta sempre “abalando” kk. Tipo, a gente tem que sentir um choque de realidade, sabe? Porque assim, eu acho que se você cria pra você um mundo encantado só porque você é uma pessoa pública e acha q isso te protege, tipo: “Nossa não , eu sou ator e o tipo de cara que ninguem vai se atrever a falar nada pra mim”. Não. Isso não existe. Justamente o  contrario... As pessoas imaginam, que por ser uma pessoa pública, por já “conhecerem” a gente assim há anos, elas se sentem íntimas de chegar e falar uma coisa pra você que, as vezes, pode te magoar. Como se pelo fato de você ser público, você se torna um alvo, entendeu? É você saber filtrar o que realmente te afeta, e querendo ou não isso pode te fazer crescer se você mudar.

5. O que você tem achado da "Oficina de Atores"? O que você tem a dizer para quem tem esse grande sonho e está começando agora?

Eu acho que é um projeto muito bacana, eu conhecei o diretor já tem quase 1 ano e é uma pessoa incrível, porque assim, eu sinto falta de ter tido uma formação oficial ao longo do meu processo de ator. Eu fui tendo que aprender na marra, no vamo-que-vamo, e é isso ai. Eu nunca tive tempo pra realmente estudar o que é uma Teoria Artística, sabe? Porque eu sinto que tudo fica melhor quando a gente estuda, quando a gente se aperfeiçoa. Eu acho que você chegar a ponto de falar: “Nossa, eu sou um cara que já fiz varias novela, faço sucesso, eu não tenho mais pra que aprender nada” sua carreira acabou. Então, poder fazer parte de um processo cíclico, eu ensinar a alguém e também aprender, faz do ator alguém melhor. 

6. Você se considera estiloso? Você acha importante ser?

Bom, eu tento ser, eu procuro ser, eu acho que tem gente que as vezes se preocupa mais com os cuidados estéticos e eu acho que não é só isso, é todo um conjunto. Eu acho que a pintura com uma moldura bonita, ela fica, sabe, muito mais apresentável. O estilo, vamos supor, ele não é só uma moldura, mas o estilo ele "coroa" tudo aquilo, é algo que te faz ser diferente, uma pessoa única. Então acho que estilo é isso, estilo é uma coroa, que denomina alguém diferente de todo mundo. E assim, eu me ligo em moda, gosto de saber das tendências, usar coisas únicas, minhas, que as vezes as pessoas não gostam -mais eu gosto-. Eu acho que você tem que sentir bem com aquilo que você usa, mesmo quando quer agradar os outros, o teu exterior pode tá bem, mas o teu interior, não fica. Não adianta nada o cara usar uma armadura e dentro ser um frangote, entende? Tem que ter um recheio, sabe? Acho que uma pessoa pode pegar uma jaqueta da Colcci, pode por um cinto da Prada, pode sair assim achando que ta causando, mas se ele realmente não sentir aquilo, não vai rolar. Como pode uma pessoa usar uma havaiana, uma camisa branca e um jeans e ter o porte necessário.

7. O que mais usa no dia-a-dia?

Acessórios. Cintos e anéis diferentes, cordões. Eu sempre uso coisas que as pessoas me dão, então assim, eu sempre procuro usar coisas que me lembrem bons momentos, tipo, eu sempre dou também algo meu para alguém, de viagem... Eu gosto de usar ou fazer coisas que me lembrem aquela fase da minha vida, as pessoas falam “poxa, você usa muito anel, quem usa muito anel é mulher", homem usa aqueles de polegar (que eu acho horrível) e pronto, mas não, eu acho que meu humor também dita muito a maneira como eu me visto, se eu tiver puto assim, eu vou sair que nem um mendigo, seu tiver de bom humor eu vou fazer questão de sair achando que vou fazer um show.

Uma frase: "Ninguém é tao grande que não possa aprender, nem tao pequeno que não possa ensinar"
Uma musica: Spaceman - The Killers
Um filme: De Volta para o Futuro
Uma comida: Sushi

Então gente, acho que deu para saber bem mais sobre o Pedro, não é? Eu adorei a entrevista, meus agradecimentos ao seu diretor, a Ingryd, ao Pedro e a Larissa que fotografou a entrevista e as fotos dele. Ah! E quem tem esse grande sonho de ser um ator, que tal se arriscar e ir até o Shopping Manaíra e se inscrever na Oficina de Atores? No final do ano, alguns serão selecionados para ir até o Projac. Não dá para perder essa chance!